domingo, 6 de outubro de 2013

Ain't Got No / I Got Life


Ain't got no home, ain't got no shoes
Ain't got no money, ain't got no class
Ain't got no friends, ain't got no schooling
Ain't got no work, ain't got no job
Ain't got no money, no place to stay


Ain't got no father, ain't got no mother
Ain't got no children
Ain't got no sisters or brothers
Ain't got no earth, ain't got no faith
Ain't got no church, ain't got no God
Ain't got no love


Ain't got no why, no cigarettes
No clothes, no country
No class, no schooling
No friends, no nothing
Ain't got no God


Ain't got no earth, no water
No food, no home
I said I ain't got no clothes,no job
No nothing
Ain't got ...
And I ain't got no love


Oh, but what have I got?
Oh, what have I got?
Let me tell you what I got
And nobody's gonna take away
Unless I wanna


I got my hair, on my head
My brains, my ears
My eyes, my nose
And my mouth, I got my smile


My tongue, my chin
My neck, my boobs
My heart, my soul
And my back
I got my sex


I got my arms, my hands
My fingers, my legs
My feet, my toes
And my liver
Got my blood


I got life, I've got lives
I've got headaches, and toothaches,
And bad times too like you


I got my hair, my head
My brains, my ears
My eyes, my nose and my mouth
I got my smile and it's my smile


I got my tongue, my chin
My neck and my boobs
My heart, my soul
And my back
I got my sex


I got my arms, my hands
My fingers, my legs
My feet, my toes
Got my liver
Got my blood


I got life, I got my freedom
I've got life

domingo, 15 de setembro de 2013

Eu só confio em ti

Pai, o mundo me fez mais um convite.
A proposta é boa e a minha carne quer
Eu preciso tanto segurar sua mão
Segura em minha mão também

Pai, se eu estiver andando num caminho
E não enxergar as armadilhas
Vem com sua mão e me arranca de lá

Pai eu não confio em mim
Eu não confio em mim
Pai eu não confio em mim
Eu não confio

Pai, o bem que eu quero eu não faço
Mas o mal que eu não quero eu faço
Eu preciso tanto redobrar atenção
Já dizia o apostolo

Pai, se eu estiver andando num caminho
E não enxergar as armadilhas
Vem com sua mão e me arranca de lá

Pai eu não confio em mim
Eu não confio em mim
Pai eu não confio em mim
Eu não confio

Sabe o que eu sei?
Que sozinho eu não vou dar em nada, nada, nada,nada
Sabe o que mais eu sei?
Que o pecado me atrasa
E me tira do rumo do foco das coisas de Deus
E a vida não flui, não flui, não flui, não flui
E a vida não flui, não flui, não flui, não flui

Com você eu sou mais,
Mais que um dia mais,
Com você eu sou exclusivamente um propósito
Com você eu sou
Com você eu vou
Só com você eu sou quem realmente eu vim pra ser

Pai eu só confio em ti
Eu só confio em ti
Pai, pai, eu só confio em ti
Eu só confio em Deus, meu Deus, meu Deus, meus Deus

Só confio em ti

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Faça o bem e dê amor



"Quando algo ruim te acontecer, faça o bem! 
Quando perder a fé e deixar de acreditar nas pessoas, faça o bem! 
Quando não tiver mais forças para lutar e achar que suas chances acabaram...
continue fazendo o bem!
Tudo que você oferece para a vida, ela te retribui da mesma forma!"

Como disse Madre Teresa de Calcutá: 
"As pessoas boas merecem nosso amor, as pessoas ruins precisam dele."

Certo ou Errado?


Não gosto de definir as coisas como certo e errado. Porque tudo tem pontos de vista, tudo tem dois ou vários lados, então é sempre mais prudente analisar por outros prismas, a fim de não se cometer injustiças.

Estávamos em amigos conversando sobre fim de relacionamentos, sobre o que é certo e errado em casos de divórcio. Eis aí um assunto que rende. Alguns de nossos amigos terminaram relacionamento recentemente. Alguns relacionamentos longos e que pareciam inabaláveis. Pareciam. É o que eu sempre digo, apesar de não concordar e ter muita dificuldade em aceitar: nada entre pessoas é inabalável, porque mesmo quando se tem a melhor das intenções, coisas diferentes podem acontecer no meio do caminho ou fora dele.

Considero no meio do caminho o relacionamento do casal e fora do caminho como as interferências externas. É muito comum ouvirmos generalizações, gente dizendo que o carinha largou a namorada para cair na farra e pegação, ou que ela o largou porque apareceu outro sedutor e envolvente. Mas sabe, antes que qualquer coisa ocorra fora do relacionamento, acontecem coisas dentro dele que impulsionam isso.

Como assim?

Eu acho que quase sempre é a busca por algo que falta dentro que leva as pessoas a olharem as outras opções. Porque opções sempre vão existir e ninguém é de ninguém, portanto a decisão de optar por ser fiel é feita porque se está muito satisfeito com o que tem e que não se deseja perder.

Um desses casais que citei no início estava junto há uns sete anos, tudo parecia bem. Num belo dia, ela terminou tudo. Como o baque do rompimento foi visível muita gente ficou detonando a menina, que ela era a culpada, que ela tivera sido precipitada, que ele era um coitado, e por aí vai.

Em relacionamentos, vale aquela frase “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” e de estar com quem está. Ninguém é coitado. Pergunto-me o que ele fez para que os olhos dela não se desviassem dele, o que fez para que ela se sentisse tão feliz que nada a fizesse querer o término? Ou será que ela tentou dialogar? Será que contou que coisas a incomodavam? Talvez na correria do dia-a-dia nenhum dos dois percebeu que o brilho da relação tinha ido. Simples assim. Em minha opinião nos relacionamentos não tem certo nem errado, exceto em casos de agressões físicas e verbais gratuitas, que ninguém é obrigado a tolerar.



Nesse caso não acho que nem ele nem ela estão errados, só que de repente, ela achou melhor estar sozinha do que aparentemente acompanhada. Porque casais que estão juntos mas não tem mais ligação de casal e sim uma rotina que afasta são mesmo uma farsa. As coisas aconteceram e ponto. Relacionamentos se desgastam quando não recebem a devida atenção. É preciso cuidar enquanto existe vontade de estar junto, hoje, todo dia, demonstrar o que se sente, tornar a vida do outro mais agradável ao nosso lado para que ele ou ela nem sintam vontade de se aventurar com as opções que tem lá fora. “Cuide bem do seu amor, seja quem for.” Depois, “não adianta chorar pelo leite derramado”.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Nada pela metade


Trabalho cada dia num canto. Então os horários são loucos. Tem dias que saio muito cedo, alguns em horário comercial “normal”, tem semana inteira que fico fora da cidade, às vezes tenho atividades pra desenvolver de casa, em períodos críticos viro a noite trabalhando e em muitos dias minha programação é transformada de repente. É sempre um malabarismo conseguir fazer todas as coisas que precisam ser feitas e as que quero fazer. 

Tem algo que não consigo fazer direito? Sim. Sou perfeita não. Nunca faltar às aulas de música é uma meta na qual insisto. Fazer atividade física com disciplina é um sonho a alcançar (porque só correr é pouco com o avançar dos anos). E tem outros zilhões de coisas que estão na minha agenda: algumas recebem mais ou menos atenção, mas escolhi priorizar as coisas que não podem ser adiadas. Fazer parte da vida dos meus filhos o máximo, dentro das minhas possibilidades, é a prioridade. Reafirmo que faço o possível, sem abrir mão de coisas que também são básicas na minha vida como trabalhar e sair sem eles de vez em quando, por exemplo. E claro, as "super-mães" e "super-donas-de-casa" fazem fila para me criticar.

Acho que a qualidade do tempo que se passa junto é bem mais importante que a quantidade. Quando estou com eles, eu realmente estou inteira com eles. 

Não fico o dia inteiro no salão curtindo fofocas inúteis, eu cuido da unha quando eles estão dormindo, mas não me nego a ir com meus pequenos jogar bola no campo, sábado de manhã. E é impagável cada sorriso e comemoração que fazem em meio ao suor, bochechas rosadas e gritos de realização, a admiração dos meus assobios. 

Eles amam pintar, brincar com tinta, pintamos juntos, fazemos aquela bagunça e depois dá-lhe banho de mangueira se o dia estiver quente. Se é hora do videogame, estou lá. E deixo a pia cheia de vasilhas pra ser cuidada mais tarde. Se o convite é pra cair na piscina, não importa se acabei de fazer escova no cabelo, me jogo com eles. Estão crescendo tão rápido! A escova eu poderei fazer até na velhice, mas esses momentos são únicos. E essas lembranças vão estar comigo até lá, vivas, completas.

A alegria com que os vejo contar das brincadeiras que a mãe deles participa me renova as forças. Ver o orgulho que têm da mãe que eles respeitam e admiram é como colocar ar mais potente nos meus pulmões.

Não sei mesmo viver metades. O tempo que tenho com eles, é só deles. Doar-me pra quem eu amo me faz um bem! Por isso concordo com algo que nem sei quem disse: “Amar é não se pertencer”, é se doar, é ficar feliz com a felicidade do outro. Indescritível! Divido-me e me reinvento pra curtir o melhor de cada lado da vida. Mas curtir a infância com eles, não posso adiar, é agora.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Páre com os rótulos


A coisa mais maléfica a viver intensa e livremente é a nossa mania de querer rotular e conseguir entender tudo o que nos acontece. E ainda pior, querer prever, planejar, decidir pelo que ainda nem está diante dos nossos olhos, querer saber o que tem no futuro. Temos a idiota mania de ficar buscando respostas lógicas para coisas que sentimos e queremos. E isso é uma bobagem. Perde-se tempo, vai-se a essência, a pureza e a intensidade do que se sente enquanto se apela para a razão.

Melhor é curtir o caminhar, saborear tudo. Pare de ficar perguntando aos outros e a si mesmo: o que é, porque é, onde é que vai dar e de ficar planejando tudo. Apenas vá, seja você e sinta, não invente meios de estragar tudo. Apenas faça sempre o melhor que puder e segundo sua vontade. Pare de ficar falando demais, causando confusão nos outros e em si. Seja mais ação que falação, que análise, que dúvida.

Algumas coisas não tem mesmo explicação, outras se você conseguir explicar perderão o sentido e muitas, eu diria que, a maioria das realmente boas, acontece sem o menor planejamento, de repente. Só deixe rolar... O que é definido demais se torna limitado. E o que tem limite acaba fácil.

Se jogue mais na vida e nas oportunidades que se apresentam sem preconceitos e sem ficar olhando para trás ou tentando adivinhar o futuro. O que importa é o presente, e é esse o seu momento. Aproveite!

Pra pensar (autor desconhecido):


“Se você ama pela beleza, não é amor, é atração.
Se você ama pela inteligência, não é amor, é admiração.
Se você ama pelo dinheiro, não é amor, é interesse.
Agora se você ama sem motivo, é amor, pois uma amor verdadeiro não tem explicação.”



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dane-se a perfeição


Sou o tipo de pessoa que recebe bem quaisquer críticas, mas sabe o que ocorre na maioria das vezes? As críticas que recebo são infinitamente menores que as que me faço. Cobro-me muito ser perfeita. Não perfeita no sentido de ser “santa”, porque nesse quesito jamais estarei pronta por mais que siga as instruções deixadas por Jesus em Sua palavra, já que minha natureza é pecaminosa. A perfeição que sempre me exigi foi de cada dia ser melhor que no dia anterior, a cada prova tirar nota melhor, a cada música cantada colocar algo a mais na minha interpretação e por aí vai. Porque como sempre me lembrava minha vó: "beleza não é tudo", e o fato de ter um rostinho bonito sempre foi razão maior pra ter outras qualidades e conquistas, senão seria vazia.

Passei a infância e adolescência entregando os trabalhos mais bem feitos, não importando, que para isso eu e meu grupo (que foi o mesmo por 08 anos!) passássemos todo o final de semana concentrados. Eu estudava para provas madrugada adentro e refazia todas as questões até que estivesse segura o bastante para não tirar nota inferior a 9,5, e só pensar que isso pudesse acontecer quase me enlouquecia e o menor décimo perdido era motivo de ter vontade de bater a cabeça na parede. Se eu adoecia, mesmo com febre teimava em ir à aula, porque temia perder matéria e ficar atrasada. A matéria que passei “pendurada” pelas faltas foi Educação Física, salva pela alternativa de jogar xadrez ou escrever sobre atividades esportivas, porque eu fugia dos esportes o quanto conseguia (exceto em alguns momentos, como nas turmas 511 e 603, quando tomei gosto por handball e voleibol e o nosso time ganhava todas, e no primeiro ano do Ensino Médio quando fui obrigada a jogar futebol e, pasmem: cheguei a ficar “fominha” de bola por uns meses, até que me machucaram).

Quando comecei a trabalhar, estava no Ensino Médio e minhas cobranças aumentaram porque além de continuar com excelentes notas eu me cobrava não cometer qualquer deslize no trabalho. 

Quanta ignorância a minha! Notas nos estudos e perfeição no trabalho de nada valem se comparados à saúde de quem a gente ama. E perfeição, nós não temos a oferecer, somos obra inacabada, somos seres em construção e em constante aprendizado, o melhor de tudo é viver isso: o caminhar! É no dia a dia que temos as maiores alegrias e no caminhar rumo a nossos objetivos que nossa felicidade reside, não em ficarmos em busca de fazer tudo perfeito.

O que me faz pensar assim hoje? A expressão nos olhos de um colega que não encontra palavras para descrever sua própria luta. Sua esposa está hospitalizada, em coma há quatro meses. A vida dele e das filhas precisa continuar, mas percebe-se que estão se arrastando, se esforçando para não esmorecer e continuar trabalhando, revezando no acompanhamento dela no hospital, tentando viver as outras áreas da vida com certa normalidade.

Somos falhos demais. Somos fracos. Somos mesquinhos. Valorizamos o que não tem valor algum diante do quão frágil é a vida. Corremos atrás do vento. Insistimos em amizades que não tem nada a nos acrescentar. É preciso selecionar melhor para viver melhor e doarmos nosso tempo a quem merece.

Vale todo esforço para alcançar nossos objetivos? Claro! Mas não podemos substituir o tempo que temos para dar atenção aos nossos filhos, pais, amigos de verdade e irmãos por outra especialização ou uma promoção. É preciso equilibrar nossas prioridades. O mais importante é cuidar de gente e da gente. Cuidar e estar com as pessoas que fazem parte da nossa vida. 

Falhamos em não dar a merecida atenção para nós mesmos em nossas limitações, nos cobramos demais. É preciso dar um tempo. Dar um tempo para apenas escutar nossa respiração e a de quem a gente ama, sem pressa, sem hora marcada, sem amanhã. Porque o amanhã não nos pertence!

Há quanto tempo você não fica em silêncio, apenas escutando a respiração de alguém especial para você ou mesmo prestando atenção às batidas do coração que bate em seu peito? Ou olhando para o céu vendo as formas das nuvens se alterarem? Provavelmente, muito.

Aproveite mais as coisas simples. Danem-se a mania de perfeição, os preconceitos e minhas autocríticas. Vamos viver como se não existisse amanhã!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ato de Coragem


Quem me acompanha sabe que minhas paixões são livros, filmes e música. Quem me conhece de pertinho está acostumado com minhas indicações nesses quesitos. Coisa difícil é responder para alguém que me pede para escolher um único filme, livro ou música como preferidos. Escolher um pode significar deixar os outros tantos, tão maravilhosos quanto, como inferiores, e nem sempre o são. Pois em cada aspecto um pode nos marcar mais profundamente.

Um dos filmes que me deixou pensativa nesses últimos anos e, que eu revi várias vezes e ocupa lugar na minha estante é Ato de Coragem. O filme é de 2012, não confundam com Um Ato de Coragem, de 2002, que também é bom, mas nem tanto. Não vou contar o filme aqui, só adianto que em lugar de atores foram colocados em cena militares reais, com armas e táticas reais. A história é ficção e conta uma série de missões originadas após a descoberta de uma agende da CIA infiltrada num cartel narcotráfico. 

Ok. Opções não faltam de filmes com operações militares americanas e são patriotas e políticos. Muitos outros já me tocaram, mas esse teve algo a mais. Não sei se pela história dos familiares dos militares, pela amizade entre eles, pelo envolvimento com o dever e com a honra tão intensos ou pela narrativa. Acho que é todo o conjunto. E para completar, teve esse poema abaixo, de Tecumseh, que é uma lição para a vida.


Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração.
Nunca incomode ninguém por causa de sua religião:
Respeite os outros em seus pontos de vista, e exija que eles respeitem os seus.

Ame sua vida, aperfeiçoe sua vida, embeleze todas as coisas em sua vida.
Busque fazer sua vida longa e de serviços para seu povo.
Prepare uma canção fúnebre nobre para o dia quando você atravessar a grande passagem.
Sempre dê uma palavra ou sinal de saudação quando encontrar ou cruzar com um estranho em um local solitário.
Demonstre respeito a todas as pessoas, mas não se rebaixe a ninguém.
Quando você se levantar de manhã, agradeça pela luz, pela sua vida e força.
Dê graças por seu alimento e pela alegria de viver.
Se você não vir nenhuma razão para dar graças, a falha se encontra em você mesmo.
Não toque a aguardente venenosa que transforma os sábios em tolos e rouba deles suas visões. 
Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte,
e que quando a hora deles chega eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. 
Cante sua canção de morte, e morra como um herói indo para casa.

É. Devemos viver nossa vida crentes de que estamos fazendo o que queremos, e da melhor maneira. Se tem algo que você quer fazer diferente, comece agora. O tempo presente é sua única certeza. E ele não pára, nem volta mais.

Abaixo trailer do filme. Tenham uma segunda-feira muito abençoada!



domingo, 8 de setembro de 2013

Sobre mentiras e verdades


O meu caçula completou cinco anos há pouco tempo. Como está grandinho! Já se sente um rapaz pra certas coisas, como querer namorar, jogar games violentos e conversar “coisa de gente grande”, enquanto para outras faz questão de ainda se dizer meu bebê, faz graça, me derrete fácil com tanto carinho e beijos. Ama estar grudado, abraçado. 

Temos sempre nossos momentos juntos, em que me conta o que fez durante o dia, seja juntinhos em casa ou conectados pela cam, a centenas de quilômetros por conta do meu trabalho. Ele me conta coisas boas e as más que realizou. Ele sabe que será repreendido e que talvez fique de castigo, mas fala tudo. Ensinei assim: “Não importa o que seja, conte a verdade, sempre”. E ele conta com olhos apreensivos: “Mamãe eu bati no Mateus e respondi a tia hoje”.

Sabe por que muita gente mente? Porque muita gente não está preparada para reagir às verdades que pode escutar. Uma criança que tenha uma mãe violenta jamais contará o que fez por medo de uma surra e caso ela tenha uma mãe depressiva e que ameaça se jogar da ponte porque o filho fez algo errado também não contará nada por medo da mãe se machucar. Os adultos são como as crianças, e para se poupar e poupar ao outro, por medo da reação do outro, vão jogando coisinhas para debaixo do tapete. Omitem coisinhas. Cometem erros enormes pra esconder mentiras, e como diz um antigo provérbio: “um abismo puxa outro abismo”. Daí chega um dia que essas coisinhas se tornam uma bomba devastadora, que destrói a tudo que estiver por perto.

A verdade pode doer em quem escuta, pode trazer consequências, mas com certeza faz bem menos estragos que a mentira descoberta, pois não existe nada pior que descobrir algo errado que alguém que consideramos em nossa vida fez pela boca de um terceiro.

Mas tudo tem dois (ou mais) lados. É preciso ser verdadeiro, mas também é preciso saber reagir diante das verdades que escutamos e que nem sempre são o que gostaríamos de ouvir. Precisamos estar sempre prontos para perdoar, para repreender com amor e proteger ao outro. Porque olhe, quem mente e erra também se sente mal, também tem consciência de que fez algo errado e se está contando é porque quer crescer.

É preciso estar pronto para assumir as consequências dos nossos atos desde cedo, e é sorte ter a segurança de saber que temos um porto seguro e de que podemos contar uns com os outros, assim como meu filho tem (e a cada erro sobre o qual conversamos ele melhora a forma de se relacionar com seus coleguinhas e com a professora). Nossa vida não deve ser um campo minado em que a qualquer momento bombas podem explodir. É preciso cuidar das nossas relações no dia a dia com carinho, respeito, companheirismo e, sobretudo, muito amor. Sem reservas, sem medos e sem culpas.

Você sabe escutar a verdade? Você sabe contar a verdade? Pense sobre como são seus relacionamentos e de que campos minados você está cercado. 

Tenha uma semana maravilhosa!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Rotina sem rotina


Sabe rotina sem rotina? Minha vida: o básico é cuidar de mim, dos meus filhos, da casa e ganhar dinheiro para manter tudo isso. Mas de básico, isso não tem nada. Tem momentos que parece que não vou dar conta, mas no final, apesar da mania de perfeitinha que estou deixando de lado, dou. 

Cuidar de mim é fazer as coisas de que eu gosto como cantar, ler muitos livros e contagiar meus filhos com esse hábito gostoso, assistir a filmes, séries e escrever. Na correria é um malabarismo arrumar tempo pra tudo: divertir-me e sair com amigos, estar com meus irmãos e pais, curtir meus sobrinhos e sobrinhas, ir a shows, viajar (a passeio, porque a trabalho já me cansei) e fazer nada de vez em quando é coisa rara. Tenho que estudar para cada projeto novo e fazer pesquisas da pós.

Cuidar do corpo e da saúde é uma luta. De academia, eu desisti, pois meus horários são muito irregulares. O que consigo sempre é uma corridinha e me esforço para ter a alimentação rica em vitaminas e com poucos deslizes. Lambuzo-me de protetor solar (FPS 70) todos os dias e creminhos noturnos já são bem vindos, já que estou quase com a idade de Cristo, Ah! Eu não uso nenhuma máscara assustadora - gosto de dormir linda (e acordar também!).

Muito importante (demais da conta, em bom “mineirês”) é manter a paz na alma e no espírito, falando com Deus todos os dias, não carregando mágoas, amando incondicionalmente quem me conquista (e me esforçando para fazê-lo com todos, pois é mandamento “amar ao próximo como a si mesmo”), perdoando tudo (“Pai perdoa os nossos pecados assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”), sendo livre e deixando os outros livres - carinho e demonstrações de afeto devemos dar sem esperar nada em troca. Por fim, tento dormir mais que 5 horas por noite, coisa de que não sinto falta não, mas há quem diga que fico mais linda e radiante quando durmo até acordar.


Cuidar dos meus filhos inclui dar carinho, educar, alimentar, verificar se tomou banho direito, conversar sobre os recadinhos que a professora deixa na agenda, conferir se estão lanchando e se tem lanche dos preferidos para todos os dias, ajudar no “para casa”, tirar as dúvidas mais inesperadas (como: “Por que é que meu p... muda quando vejo foto de mulher bonita tampando o peito com a mãe, mamãe?” ou “Por que se eu já escrevi isso tudo certo que eu tenho de escrever igual mais três vezes?”), contar histórias antes de dormir, assistir ao mesmo filme centenas de vezes (ainda bem que eu gosto!), entender todos os personagens dos filmes e desenhos, imitar as operações (e as vozes) dos pinguins, lêmures e todos os personagens de todos os filmes e desenhos, cantar as músicas que eles gostam antes de dormir, brincar, dar segurança, verificar se estão cobertos em noites frias, levar ao pediatra, ensinar a falar com Deus, a falar com as pessoas, a conterem a vontade de bater toda vez que contrariados, o ímpeto de jogar longe o controle do PS porque está difícil mudar de fase no jogo, a manter longe dos cabelos as tesourinhas... Ensinar a não depender da opinião de ninguém, a confiarem um no outro, a não dependerem emocionalmente da mãe.

Ser mãe é um presente, mas é complicado. A gente aprende fazendo. E se vez ou outra surgem dúvidas sobre como conduzir nossas próprias vidas, imagine a de um filho? Ter essas duas criaturinhas tão lindas é um presente de Deus que agradeço todo dia! A vida inteira! Transformam-me a cada dia, me fazem melhor, mais forte, mais viva!

Ganhar dinheiro é com trabalho, já que como diz um tio, perdi as duas chances mais certas de ficar rica - nascer rica ou casar com rica e, já que ganhar na loteria é bem difícil, o jeito é trabalhar. Só posso agradecer a Deus a sorte de fazer algo de que gosto, de poder dar vida a projetos que dão certo, e por trabalhar com pessoas competentes e que me inspiram pela paixão que têm por nosso trabalho.



Cuidar da casa é um dilema, porque sou do tipo que gosta de cuidar da própria casa, apesar de ter pouco tempo, trabalhar demais e ter 02 filhos pequenos. Desconfiança? Mania de querer tudo do meu jeito como o Sheldon (TBBT)? Esquisitice minha? Sei lá! Que seja! Ao menos não fui pega pelo susto do aumento dos custos e aperto das regras para manter empregada contratada legalmente (tenho amigas perdendo os cabelos de preocupação).

Enquanto cuido da casa eu aperfeiçoo outros talentos, mas faço o básico. Não vivo para a casa não, a casa que existe pra eu viver nela, ok? Compro todos os potentes produtos de limpeza que são lançados para tornar mais prático e que danifique menos o esmalte das unhas. Com certeza eu gastaria mais energia pra controlar alguém cuidando de tudo que euzinha fazendo. Com o que eu gastaria com empregada me sobra dinheiro pra viajar, comprar sapatos que me encantam e um monte de livros, filmes e minhas séries completas: não me contento em ver só uma vez o que gosto; eu leio um livro por semana - às vezes dois ao mesmo tempo, e acabo de lembrar-me que preciso de mais prateleiras na sala, no quarto... Além disso, eu gosto de cuidar pessoalmente das roupas, da comida e dos meninos (depois explico como resolvo tudo quando estou viajando a trabalho). Meu Isaac diz sempre “Mamãe general. Mamãe general.” e eu nem imagino o porquê disso (rrss). Mas algumas regras são necessárias, né? E eles, apesar de ainda terem cinco e seis aninhos já têm suas tarefas na arrumação.

Em meio a tudo isso, ainda tem minhas crises internas e meus questionamentos esquisitos, às vezes sobram umas olheiras (graças a Deus pela maquiagem!), mas impressionantemente, quando a gente faz o que gosta e está cercado de quem ama, mesmo sobrecarregados, a pele continua viçosa e o bom humor que só tem quem tem seu porto seguro em Deus é notável.

Inconformada com o básico, eu quero sempre mais. Rezo pra ter alguns momentos de solidão, pra escrever e falar sozinha, e em tudo quero balões, fogos de artifício e som de violinos.



Ah! Atendendo aos pedidos do Dani, Thales, Lu, Lucy e outros queridos, estou montando aquele projeto sobre o bom uso do tempo. Aguardem!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Religião não se discute?



Religião não se discute? Acho que o que não se discute é a fé de cada um. 

Eu sou cristã, pauto-me por seguir os ensinamentos de Cristo e não gosto de rotular evangélicos ou católicos, porque no final das contas, o mandamento que as duas religiões se propõem a seguir é o mesmo: a Bíblia Sagrada, com diferenças de interpretação tão mesquinhas que não deve compensar a briga toda. Sobre os Espíritas, Mulçumanos, Budistas, Ateístas, Agnósticos e demais religiões, eu não posso dizer mais do que sei de pessoas com as quais convivo, e que, são pessoas maravilhosas. Isso me diz que caráter, gentileza, humanidade e decência independem da fé, dependem de cada pessoa mesmo. Ora, pessoas são boas quando querem e péssimas quando optam pelo lado negro.

Voltando ao Cristianismo: pessoas cometem atrocidades em nome da fé? Não concordo! Pessoas cometem atrocidades usando-se da fé de outras pessoas nelas, não da fé que elas têm em Deus. Porque Deus não é Deus de confusão. Jesus é a luz. E aqueles que O seguem vivem na luz.

Pessoas manipulam outras pessoas que são menos esclarecidas, estão mais carentes, ou têm algum sentimento de inferioridade ou necessidade, mesmo que momentânea. E como muitas pessoas não têm vontade de ler a Bíblia e estudá-la, de procurar ter um relacionamento de busca do conhecimento de quem é o Deus que eles dizem acreditar aparecem pessoas que dizem conhecer demais a pessoa de Deus e escutar a voz dEle todo dia dando ordens a respeito dessas pessoas que não O estudam nem O conhecem. O resultado disso? Exploração. Abusos. E toda sorte de coisas ruins.

Não sou a maior conhecedora de Deus, mas bastante persistente em conhecê-lo através do que Ele nos deixou como base para conhecê-lo: Sua palavra (a Bíblia) e através de experiências pessoais. Experiências pessoais têm esse nome porque são pessoais, eu posso até contá-las para reforçar sua fé em Deus, através do cuidado que eu acredito que Ele tem com a minha vida, mas cada pessoa precisa buscar suas próprias experiências de fé. “A fé vem pelo ouvir, e pelo ouvir a palavra de Deus”.

Revolta-me ver pessoas que se dizem desta ou daquela religião cometendo crimes e dizendo que fez porque Deus mandou. E pior que isso, encontrando muitos que os defendem e dizem que se foi Deus que mandou ele tinha de fazer. Está certo que ninguém é perfeito. Eu também não sou. E mesmo tendo a minha fé podem acontecer deslizes, erros, atitudes que são pecado aos olhos de Deus e do próximo. Mas jamais poderei dizer que Deus me mandou errar ou maltratar alguém. 

Deus não manda ninguém errar! Ele é a própria verdade, justiça, perfeição e amor. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

SMS WhatsApp e etc


SMS, WhatsApp, Messenger, Email, Gtalk, Facebook, Twitter, Skype, telefonemas… Em tempos digitais, nunca foi tão fácil mostrar que a gente se importa pra gente que importa pra gente. É muito fácil dizer que sente saudade, contar as notícias do dia, jogar conversa fora, só dizer “Oi!” ou “Bom dia!”.

Tenho amigos que me “incomodam” com carinho até altas horas da madrugada. Já deixo o celular no toque “silencioso” à noite, que é pra não acordar a casa toda com aquele passarinho. Eu adoro esse carinho! São amigos tão queridos e amigas fofas que se lembraram de alguma coisa que tinham a dizer e dizem a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada não deixam de chamar. Durante o dia a correria pode nos afastar, mas estamos sempre conectados, nem que seja só pra lembrar que lembramos um do outro. A distância não existe: Ciely e Kell moram no Rio, Jú do outro lado do oceano, Lu em Sampa, Rosi em Santa Catarina, Ricardinho e Jônatas no bairro vizinho, e por aí vai. Não existem limites nesse novo mundo. A gente pode se falar sempre.

Aí você encontra com gente que diz estar morrendo de saudade, mas nunca demonstra. Que você está sumida, mas até curte suas publicações. Ou seja, sabe muito bem como te encontrar eletronicamente e não o faz porque não quer. Ou é avessa à comunicação digital e só dá atenção ao quem está ao alcance das mãos, como meu marido, a família dele mora a três mil quilômetros da nossa casa e ele se permite poucos telefonemas ou mensagens, diz que fazem é aumentar a saudade, então só usa mesmo para ter notícias. Mas mesmo assim, vez ou outra usa.

Hoje, não precisamos enviar uma carta pelo correio e esperar demoradamente que ela chegue, não precisamos procurar o endereço novo, não precisamos enviar sinal de fumaça, não precisamos fazer nada que apresente certo grau de dificuldade para conseguirmos nos comunicar, porque os meios de comunicação estão a apenas um toque dos dedos, fáceis, rápidos, disponíveis. E mesmo assim distância ou o tempo ainda separa? É porque a presença nunca existiu, ou até existiu, mas se foi como o vento, passou com o tempo.

Muita gente usa o tempo como desculpa pra tudo, ou a falta dele, ou que ele, sim, ele faz a gente se afastar, esquecer, mudar... Sim. O tempo pode fazer isso e a falta do tempo também pode. Mas só faz isso quando o que existia entre essas pessoas era só coisa de momento ou falta de opção, que eram passageiras... Aí você enjoa delas e afasta o prato como quem não quer mais aquela pessoa na sua vida e pronto.

Aí dói! Dói porque tudo tem dois lados, ou melhor, quatro lados. Tem o meu lado e o seu. E tem ainda o que eu penso que você pensa e sente e, o que você pensa que eu penso e sinto. Eita vida difícil!


Quando o afastamento é de pessoas que não têm uma ligação muito forte a gente nem sente. Ocorre naturalmente, sem dor, você se desapega naturalmente e a vida segue seu curso. Mas quando são pessoas mais que especiais que se afastam amargamos muita dor. Porque pessoas não são coisas das quais a gente se livra, elas têm o poder de deixar parte delas na gente, de nos irradiar com sorrisos, de nos divertir, de nos encantar, de deixar nosso dia mais animado. Analise você sua vida antes e depois de cada pessoa que passou por você: vai ver que muitos hábitos foram adquiridos por influência delas, que algumas bandas que você nem conhecia passaram a ser suas preferidas, que comidas que não tinha experimentado você até sabe cozinhar... Aí elas somem!

A saudade aperta, aperta... Aí você até demonstra por esses meios fáceis de comunicação que ainda existe, deseja “Bom dia!”, tenta não entender que ela não está nem aí pra você, se faz de boba pra tentar puxar assunto, e nada, não tem resposta, não adianta de nada (nem pedir notícias por favor). Você é ignorado. E é frustrante. A gente fica como cachorro sem dono, perdido em meio à mudança, zonza.

O jeito é parar de importunar. Continuar pedindo a Deus que essas pessoas queridas sigam felizes suas caminhadas, sempre. E guardar lá na caixinha de recordações da nossa mente (que criativa, continua procurando razões pra isso, e respostas que nunca virão) só o tempo em que dava certo, que era bom, em que os minutos e as horas se falando não eram o bastante, porque apesar de pra você ainda não ser, para ela, já foi.

E o tempo, ele não apaga o que é de verdade. 

E a saudade? Ah! Dizem que um dia a gente deixa de sentir e ficam só doces lembranças. Tomara!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Felicidade é assim



Tive consulta com ginecologista esses dias, e apesar de ser consulta chatinha (não é mesmo, mulheres?) sempre volto de lá melhor do que fui. Vou explicar. Acompanha-me desde a gravidez do mais velho. São quase sete anos, então, afinidades se revelam, e quando o “santo bate”, se torna mais que uma simples consulta médica. É troca de confiança, entende? Parece papo de comadre. O que gosto é que ela é como eu: transparente demais. Amem-nos ou nos odeiem, pois falamos o que achamos e se não quer ouvir, não dê liberdade, ok?

Um dia contei de uma conversa em que ela brigou comigo por ter ganhado mais peso que deveria na gravidez e uma amiga disse pra eu trocar de médico, que era grosseria dela. Mas não era não, era sinceridade, era um fato. Engordei muito na gravidez do caçula, e quando ele estava com quase um ano eu ainda estava parecendo essas mulheres fruta (graças a Deus pela genética da vó Manuela que herdei, os quilos a mais vão direto para coxas e bumbum que o marido amava, mas eu não, porque a gente perde a liberdade de usar a roupa que quiser, pois quase tudo fica vulgar).

Há algum tempo atrás, o puxão de orelha foi outro. Eu tinha perdido o ar menininha de antes da maternidade (que bom!), ficado mais mulherão (bom demais!), progredi na carreira (oba!), mas faltava cuidar de mim. Apesar de ter emagrecido, estava sedentária e com cara de quem carrega o mundo nas costas. E era verdade! Eu não fazia nadinha que fosse unicamente meu. Todas as horas do meu dia eram para filhos, trabalho, marido e casa.


Eu me desdobrava para, pessoalmente, levar e buscar os meninos da escola. Acordava mais cedo, preparava tudo e ainda aguentava as comuns lágrimas de despedida, que me cortavam o coração e me faziam demorar um tempinho para voltar ao normal. Quem é mãe sabe: se é a mãe que leva fazem aquele charminho, depois que a gente vai embora, se voltarmos em 5 minutos os veremos brincando e se divertindo numa boa, mas na despedida, fazem aquele drama, e isso despedaça o coração das mamães. Nos deixa menos produtivas e nos faz sentir culpadas de abandono, mesmo não sendo.  Foi ela, minha médica, que me disse que já passara da hora de arrumar van ou motorista para levá-los para escola e que assim eu teria mais tempo livre, tempo pra cuidar da minha vida pessoal. No começo foi assim: mais velho adorou, se sentiu independente. Mais novo ficou carente, dramático e chorão. Reclamava que queria que eu o levasse e buscasse. No início, fiz algumas exceções, e aos poucos fui deixando de ir. Agora só vou buscá-los em dia de reunião ou quando estou de folga. É momento de surpresa, de sair da rotina. Uma obrigação a menos! E tempinho a mais para minhas coisas.

Aos poucos a gente vai soltando. Necessário. Quero filhos independentes e cheios de autoconfiança. E isso deve começar na infância. Vou dosando carinho e independência, para que não se sintam largados e carentes, que apreciem as mudanças. Que não são porque eu não quero ou não posso, mas sim para que eles sejam mais fortes e aprendam a se virar.

Essa última consulta foi só de elogios! Minha saúde está perfeita - graças a Deus! Estou com cara cheia de vida e tals - rrrssss. “Percebe-se que você está dando conta de tudo e está feliz! Radiante!”.

Felicidade é assim: dá mais formosura para nosso rosto (mesmo!). É bíblico isso! A pele fica melhor, a gente se sente plena, vem de dentro pra fora e irradia. Todo mundo percebe! Por isso não sou neurótica com coisas relacionadas a estética, beleza. Gosto de me cuidar, mas acho que o principal é cuidar da alma, organizar a vida e aceitar aquelas coisas que não dependem da gente.

Aí, eu até aproveitei para falar de cirurgia. Nunca tinha pensado em fazer ligadura de trompas, mas talvez seja a hora de ficar livre do anticoncepcional e seus efeitos colaterais, já que a certeza de que não quero outro filho é real desde o nascimento do caçula (marido tá enrolando para realizar a prometida vasectomia, pois na verdade ele, nada secretamente, deseja mais um filho e sonha em conseguir me convencer - em vão). Minha única dúvida é realizar a cirurgia, não gosto de ficar dependente de nada nem de ninguém e, durante a cirurgia, e após ela, ficamos muito frágeis. Então, estou pensando...

O que vocês acham dessa cirurgia?

Beijinhos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Renúncias



Nosso futuro, em variadas situações, é determinado mais por nossas renúncias que nossas escolhas. Renúncia também é escolha, mas um tipo diferente e que é mais difícil do que só escolher entre "a" e "b", escolher "a" para não mais poder ter x coisas. Eu escolhi renunciar muitas coisas quando decidi parar com anticoncepcional (eu, porque pelo marido eu já teria parado bem antes) e gerar essas duas criaturinhas lindas, que são meus filhos. Faz parte.

Tem dias que ainda dói não poder ser inconsequente (quando menina eu queria ser adulta e hoje tenho uma vontade de ser adolescente!), precisar programar as saídas para festas, não poder fazer quase nada que saia do planejado para o dia... É como diz a autora do livro que virou filme Comer, Rezar, Amar: "Ter filho é como ter uma tatuagem na testa", você está marcado por essa escolha para sempre, suas obrigações e privações são para a vida toda ou pelo menos até que você os crie, e então, sejam independentes. Mas não é o fim da vida!

Eu e marido revezamos muito nas saídas, porque alguém precisa ficar com os meninos, e poucas são as ocasiões em que conseguimos uma babá de confiança, e nem todo lugar é apropriado para a idade deles. Renunciamos a muitas vontades, agradecemos convites, abrimos mão, mas sempre damos um jeitinho de conseguir sair de vez em quando, né? Aí me criticam porque eu “deixo” meu marido sair à noite com amigos, e ainda mais a ele, porque eu saio sem ele. Dureza! 

Não existe isso de deixar. Cada um faz suas próprias escolhas. Não é preciso permissão, e sim acordo. Porque dividimos a casa, a vida, os filhos, mas deixar é comportamento de pai com filho pequeno, e só.

As pessoas precisam parar de pensar que para agir corretamente um com o outro é preciso estar grudado nele o tempo todo. Não precisa! Aliás, existiria maior traição do que a de estar junto o tempo todo e com a cabeça em outro lugar? Ou culpando o outro pela privação de momentos divertidos por causa de obrigações? Oh, não estou levantando bandeira para libertinagem: sair para se divertir com amigos não é necessariamente isso. Isso depende da atitude e do comprometimento de cada um. Tem uma frase que vi dia desses no Facebook com a qual concordo “Adão pecou no paraíso e Jesus venceu a tentação no deserto. Não é onde ou com quem você está que determina o seu comportamento, é você”. Claro que não temos a santidade de Jesus e estamos bem mais para Adão - quando somos influenciados por Cristo passamos a ser aperfeiçoados por Ele e nEle a cada dia que decidimos ser como Ele, mas não chegamos a esse ponto, e acho que nunca chegarei, então cada um conhece bem o seu limite e trate de fugir da aparência do mal, daquilo que considera que não poderá resistir, mas deixar de sair sozinho porque é casado eu acho uma idiotice!

Semana passada, no sábado, foi assim: de manhã marido saiu com amigos e eu cuidando da casa e dos meninos, à noite eu saí e ele ficou com os pequenos. Algo de errado? Não! Só na cabeça de gente maldosa! É tão bom reforçar nossos laços de amizade e espairecer depois de uma cansativa semana de trabalho e obrigações! 

Minha mãe puxou orelha, disse que tínhamos de sair é com os meninos, mas saímos, só que no domingo, porque a gente não é de ferro, né?

Se você tem um relacionamento de confiança, isso é normal. Agora se não confia no outro (ou em si mesmo, porque eu sempre acho que quem prende demais o outro tem são problemas de autoestima ou de aprontar demais e achar que o outro também o fará) é hora de trocar de relacionamento, ou mudar seus conceitos sobre o que é um relacionamento.


Amar, estar junto, seja namorando, casado ou mesmo em relacionamentos de amizade não pode ser movido por sentimento de posse. Aprendi bem cedo com meu avô que a gente deixa livre quem ama, pra ir pra voltar, que se for prisão não é amor. Ele sempre falava disso e referenciava os passarinhos em gaiola – ele abominava deixar os bichinhos presos, assim como qualquer pessoa. E eu também!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cabelo Solto


Cabelo solto

Vento no rosto
O som ligado
Deus do meu lado
A paz no peito 
A estrada é essa 
Vou desse jeito 
Não tenho pressa 

O dia hoje nasceu perfeito 
O céu está aberto
Embora longe
É sempre perto
O céu está aberto
E quando juntos
Dá sempre certo

Marcela Thaís

terça-feira, 30 de abril de 2013

Pense!




Dores te fazem humano...
Quedas te fazem humilde...
Provocações te fazem forte...
Mas, Deus, somente Deus te faz prosseguir!
As vezes Deus nos leva ao nosso limite, sabe por que?
É porque ele tem mais fé em nós, do que nós mesmos!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Frio combina com comidinhas


A temperatura resolveu despencar aqui em BH. Bom demais pra aproveitar com menos restrição comidinhas deliciosas: fundue, massas, caldos, doce de leite caseiro pra comer morninho... Uau! Que delícia!

Bom também pra se aquecer com o calor do corpo do outro e dormir de conchinha, assistir várias temporadas de séries favoritas no sábado à tarde, com a luz baixa, bem juntinho, debaixo das cobertas e tomando chocolate quente. 

Ah! E é claro, comendo e repetindo todas as comidinhas já citadas acima.



Vocês gostam de frio? Eu só sofro na hora de sair das cobertas, cedinho. E agradeço a Deus porque por aqui, mal dá para usar todas as tendências de moda outono e inverno, pois dura bem pouco (normalmente, o que já não sei, com tantas mudanças climáticas mundiais, né?)

A foto no topo é da Praça do Papa, linda e com sua bela vista.

Amigos para sempre




Tenho facilidade em me relacionar com pessoas de todas as idades, gêneros e estilos. Não tenho preconceitos, não gosto de estereotipar ninguém e respeito demais pessoas como elas são. Sempre fui cercada de colegas, turminhas para papear por onde for, mas amigos mesmo, daquele tipo que é de verdade, que a gente pode confiar para tudo, uma quantidade mais reduzida se apresenta. Porque preciso confiar, e isso nem sempre acontece do dia para a noite. Pode levar muito tempo, com raríssimas exceções. Em muitos casos, sou a melhor amiga de gente que me achava uma pessoa mais chata do mundo (sem me conhecer me achava metida à besta, vê se pode?).  Mas minha lealdade, amor e companheirismo quando conquistados, são para sempre.

Poucas coisas na vida são tão boas quanto se ter verdadeiras amizades. Já diz o poeta, “amizade é um amor que nunca morre”. E não morre mesmo. As nossas vidas podem tomar rumos diferentes, pelas nossas escolhas, carreiras ou o acaso, mas quando temos a oportunidade de encontrar é sempre uma festa e parece que nosso último encontro foi hoje mais cedo. A conversa flui, a alegria pelas alegrias do outro é visível e se for preciso ajudar, estendemos o ombro com muito carinho, e amigo sabe que pode confiar, pode ser transparente, te olha nos olhos e nem muitas palavras são necessárias pra entender tudinho que está acontecendo.

Em tempos de internet e telefone celular nem é preciso encontrar fisicamente (apesar desse encontro ser muito necessário), basta um e-mail, uma chamada no Skype, no Gtalk ou uma ligação pra fazer ainda melhor o nosso dia. Saber as notícias, compartilhar nossas novidades ou simplesmente lembrar que nos lembramos daquela pessoa e desejamos um dia lindo.

Problema disso é só um, o tempo passa tão rápido quando a gente está com amigos! Pode ser em uma festa, ou num barzinho, ou quando nem é planejado e nos esbarramos em restaurantes e shoppings, a gente quer tanto que o tempo pare e tem assunto pra mais de metro. Preparamos a despedida e quando olhamos o relógio já se foram 2, 3, 4 horas a mais. O tempo não pára não. Corre. 

Temos é de aproveitar cada dia para lembrar o quanto nossos queridos são importantes. Muito importantes!