sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Cartões de Natal

Recordar a infância é uma delícia!


Estava recordando uma fase da minha vida em quando ia se aproximando o Natal eu fazia listinha das pessoas que eu não veria nas proximidades da importante data, e para as quais eu queria, apesar da distância, desejar Feliz Natal e Um Próspero Ano Novo.


Eu fazia uma listinha e pedia me mãe pra me comprar cartões pra que eu enviasse pelo correio, junto com uma cartinha. As pessoas que não faltavam neste grupo eram tio Amilcar, tia Zélia, vó Geralda, vó Manuela e vô Alvindo - que moravam no interior, e telefone era coisa rara...



Minha mãe comprava aqueles cartões cheios de desenhos ou aerogramas dos Correios e eu escrevia com letra bem redonda os meus votos e a saudade que sentia desses queridos.


Hoje, muita coisa mudou. Não mando mais nada pelos Correios. Minha vó Geralda e vô Alvindo não estão mais conosco, e meus tios agora têm telefone e internet. Então vai tudo por e-mail. é mais prático, admito, mas não tem mais aquele encanto da preparação do cartão, da escrita a mão, que é tão mais pessoal que esta eletrônica, nem a propragamação antecipada, pois basta um clique e pronto.


Ganhamos agilidade, mas perdemos muito do nosso toque pessoal. Não sou uma retrógada e nem desejo voltar a ter as poucas alternativas que tinhámos antes de toda essa tecnologia, mas desejo que passemos a nos dedicar mais às pessoas e aos atos de demonstração de carinho por nossos queridos, aproveitando o que de melhor a evolução digital nos permite. Por exemplo, já que gastamos menos tempo em relatórios, que agora são gerados automaticamente, que tal investir mais do nosso tempo em nossos relacionamentos?


Prá você que me lê, um Feliz Natal e um Ano novo com mais calor humano e muitas amizades intensamente vividas.

Nenhum comentário: