Vida a Dois

Fui parada hoje na volta do almoço por uma pessoa muito querida que presta serviço aqui na empresa em que trabalho e falamos entre outros coisas corriqueiras de um assunto muito relevante: vida a dois.

Resolvi postar sobre este assunto tão fortemente combatido pelo mundo atual: o casamento. E sobre o padrão adotado pela maioria das pessoas: a superficialidade.

Como é comum vermos as pessoas dizerem "casa não, ficou doido!", "que? você é casada a X anos? e gosta?", "não enjoou dele?", "tem que curtir a vida", "casar é perder a liberdade".




Retruco: Quem casa não está doido. Sou casada há mais de 7 anos e a cada dia gosto mais do Heber. Não enjooei não senhores, a cada dia o conheço mais e me sinto mais amada por ele. Por que é preciso ser solteiro para curtir a vida? Curto a vida ao lado do meu marido! Quem que perde-se a liberdade quando casado na verdade é preso a um modo de vida que desagrada a Deus - não é liberdade viver na promiscuidade e na prostituição.

Eu e o Heber nos casamos muito jovens, é verdade. Passamos muitas brigas e desacertos até que verdadeiramente nos entendessemos como marido e mulher, é natural. Mas Deus nos abençoou tremendamente, cultivamos muito nosso amor e recebemos conselhos edificadores que nos fizeram crescer como pessoas, nos respeitarmos e sermos cada dia mais "uma só carne". Não desistimos logo de cara. Lutamos por nosso amor. e não me arrependo de ser casada a tanto tempo. Cada situação que nos fez pensar em "chutar o balde" nos fez ter ainda mais prazer na caminhada, na vida a dois. Bem, agora a 4, né?!

A maioria das pessoas vê o casamento como uma prisão, porque na verdade são aprisionados a sua independência, a ser donos de seu próprio nariz, a fazer o que dá na telha, a não conhecer profundamente quem diz amar, e não querer dividir com essa pessoa as suas conquistas, e na minha opinião, principalmente suas fraquezas.

Pois quando se casa você passa a ser trasnparente para seu conjuge, não há o que esconder, não dá pra fingir 24 horas por dia ser quem não se é.

E realmente é mais fácil ser sozinho, não precisa dividir com ninguém as contas, nem dizer que vai chegar mais tarde ou preparar um prato que os dois gostem e admitir suas falhas.

Mas será que o preço da solidão compensa?

Você não tem com quem realmente ser você, sonhar, compartilhar, comemorar. É só na multidão, por que as pessoas vêm e vão, e você vê o tempo passar e vai ficando cada vez menor, e no fundo estará sempre à procura de "sua metade".

Por falar em metade, a razão pela qual existem muitos divórcios é essa procura por metade. Metade de quê? Você precisa ser completo, se amar, se entender, se entregar, tudo inteiro. Não pode viver em função do outro te realizar, te completar, te fazer feliz. Você só tem uma vida, e o motivo de sua felicidade deve vir antes do outro. Você é responsável!

Um relacionamento conjugal é feliz quando os dois são felizes, os dois são completos e juntos multiplicam essa felicidade. Não fica um sugando do outro, nem esperando ter suas carências supridas pelo outro. Os dois devem estar propensos a se dar. "É dando que se recebe", e não o contrário! Quando ambos são felizes e decidem fazer o possível para tornar a vida do outro ainda mais linda, o casamento é uma benção. Deus abençoa o casamento! E tem prazer nele! Quando criou o homem e a mulher, e os viu juntos ele achou muito bom.

Quando as pessoas desanimam umas às outras dizendo: "casa não! prá quê?" respondo: pra viver o sonho de Deus da forma que Deus acha lindo! Pra construir uma família! Pra ficar junto até envelhecer! Sim! Essa é a vontade de Deus!

Vamos na contramão do sistema. Sistema que é contra criar as raízes, que habitua as pessoas a se desprenderem de todo relacionamento verdadeiro, profundo e que construa ao invês de destruir. Sistema que prega a libertinagem, a promiscuidade, o todo mundo é de todo mundo, bom é quem pega mais, o bom é quem saí com mais na mesma noite, etc.
E me pergunto? Se algum dia essas pessoas conhecerem o amor da vida delas, será que ainda terão um pouco de energia pra viver esse amor? Será que ainda terão alguma sensibilidade? Ou já terão perdido toda pureza, todo encanto, confiança e tesão de viver? Ou já estarão tão machucados por terem sido usados durante toda a vida para satisfazer a prazeres temporais e instintos incontrolados? Ou já tenham explorado tanto os outros que nem mesmo confiem ser dignos de receber afeto verdadeiro?

São perguntas pra pensar e refletir bem!

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