15 dicas para seu filho comer de tudo


Esqueça o "aviãozinho"que deve aterrissar no "aeroporto". Com dicas simples de seguir, seu filho vai comer bem melhor e crescer forte.

Crianças são diferentes umas das outras e sua alimentação varia em função de saúde, idade, estado de espírito, época do ano, hábitos da família... E, ao contrário do que ansiosas mamães pensam, comer muito não é o mesmo que comer bem. Pois, qualidade vem antes de quantidade e uma alimentação saudável não depende só de comida no prato. É preciso estabelecer disciplina nas refeições, com horários e locais adequados.

Equilíbrio à mesaUma refeição balanceada oferece pelo menos um alimento de cada grupo energéticos, construtores e reguladores. Todos fornecem energia, porém uns mais que outros e são estes os do grupo dos energéticos, que fornecem força para andar, pensar, brincar e para atividades que até dormindo não param, como respiração, batimentos cardíacos, circulação do sangue. Por exemplo: óleo, manteiga, açúcar, mel, pão, arroz, macarrão, milho, batata, mandioca, mandioquinha e farinhas. Os construtores, por sua vez, auxiliam no crescimento e restabelecimento dos tecidos. Eles ajudam o corpo a fazer reparos (cicatrizar os ferimentos) e construir ossos, pele, cabelo, unhas, dentes e outras partes. São construtores: carnes (de boi, frango, porco, peixe), leite e derivados (iogurte, queijo, requeijão), ovos, feijão, ervilha, soja. E os alimentos reguladores, que regulam o funcionamento do corpo para prevenir doenças como gripes e resfriados e para ajudar na digestão. São eles que trazem diferentes vitaminas e minerais. São frutas, legumes e verduras.

Com ajuda das nutricionistas Fania Szydlow Benchimol, especialista em alimentação escolar, do Rio de Janeiro, e Roseli Ueno Ninomiya, da Universidade Federal de São Paulo apresentamos as regras que vão garantir a alimentação saudável do seu filho.

Dicas valiosas para uma boa alimentação:
1-Evite a monotomia no cardápio
Ofereça alimentos os mais variados possíveis - carnes, cereais, frutas, legumes e verduras. Desta maneira há a garantia de um maior aporte de nutrientes. Alterne também a consistência e abuse das diferentes texturas dos alimentos.A aceitação será garantida!

2-Faça boas escolhas
Prefira alimentos frescos e naturais - evite os industrializados sempre que possível. "Isso significa:frutas e vegetais da época, higienizados corretamente,preferencialmente cultivados sem agrotóxicos e preparados de forma variada. Carnes de boi,peixe ou frango de boa procedência cozidos,assados,refogados ou grelhados, além de cereais,pães e biscoitos integrais", sugere a nutricionista Fania Benchimol.

3-Ofereça um ambiente tranquilo
Faça da refeição um horário de sossego. O mais importante é saborear a comida. Portanto, nada de almoçar ou jantar com a televisão ligada, com um brinquedo ou um livro na mão. Evite também brincar de aviãozinho ou de qualquer outra coisa. Prefira falar de coisas agradáveis sobre a comida - como está gostosa, cheirosa..."Os pais devem orientar os filhos a terem opções saudáveis, fazer pelo menos uma refeição do dia junto com eles e evitar discutir problemas de família durante as refeições.Afinal, este tem que ser um momento de prazer para todos", aconselha Roseli.

4-Ensine a mastigar
Nada de pressa para comer - lembre- se de que a criança tem seu próprio ritmo e não precisa cumprir a agenda "apertada"de um adulto.Tenha paciência e também a ensine mastigar bem os alimentos. Evite oferecer líquidos enquanto almoça ou janta.

5-Estabeça horários
"É importante ter disciplina nos horários das refeições. Evite horários irregulares, inclusive nos finais de semana", aconselha a nutricionista Roseli Ueno. Isso evita que a criança fique irritada ou beliscando outras comidas.

6-Prepare bons lanchinhos
Assim como nós, adultos, a criança também precisa se alimentar a cada três horas, em média. Portanto, providencie lanchinhos saudáveis entre as principais refeições - pode ser uma fruta,um suco natural, um sanduíche leve. Evite bolachas recheadas ou doces.

7-Use menos sal
Atenção ao excesso desse tempero. "A quantidade não deve ser a mesma que a de um adulto",alerta a nutricionista Roseli Ueno.O consumo recomendado é de cerca de cinco gramas (uma colher de chá) por dia. E a substância deve ser introduzida apenas a partir de um a dois anos, com moderação, evitando que o pequeno se acostume ao excesso. Não se preocupe: o sódio necessário para o organismo já está presente no leite materno e nos demais alimentos consumidos nessa fase.

8-Controle o açúcar
O ideal é introduzir o açúcar somente após o primeiro ano de idade. "Ele é capaz de inibir o apetite da criança por alimentos mais saudáveis e ricos em nutrientes,além de poder causar gases e diarréia.Outro problema é a dificuldade de manter uma boa higiene dos dentes, uma vez que a criança ainda não consegue escová-los sozinha", diz a nutricionista Roseli Ueno.Os açúcares naturais encontrados nas frutas, leites e iogurtes são melhores e ajudam a saciar a vontade de doce.

9-Dormir ou comer?
"Entre o sono e a fome,quem vence é o sono", diz a nutricionista Fania Benchimol,do Rio de Janeiro.Portanto, quando a criança está "irritada", com sono e com fome, deixe-a dormir primeiro. Certamente ela acordará mais disposta e com mais apetite.

10-Incentive bons hábitos
Quando os familiares são adeptos de uma dieta equilibrada, fica mais fácil a criança desenvolver bons hábitos."Cabe aos pais oferecer alimentos saudáveis e preparados de forma adequada, evitando frituras e doces em excesso. O bom exemplo à mesa é o melhor incentivo para a criança", afirma a nutricionista Fania.

11-Deixe a criança experimentar
Você não precisa ser gourmet, mas tente novas receitas, deixe o prato colorido e "divertido" - que tal uma carinha de hambúrguer, com olhinhos de ervilha, nariz de cenoura e boca de tomate? É importante também deixar seu filho pegar a comida com a mão ou se sujar enquanto tenta comer sozinho (sem folia). Assim a hora da refeição torna-se um momento de descobertas de texturas e sabores. "Incentive a autonomia e ofereça sempre um talher (colher) para a criança. A curiosidade pela comida,assim como para com todo o resto do mundo,é fundamental!", acredita a nutricionista Fania Benchimol.

Para os lanches entre as refeições ofereça algo saudável como uma maçã.

12-Quando ele se recusar a comer...
A nutricionista Roseli Ueno diz que este é um dilema constante dos pais nos consultórios médicos."Mas será que a criança não come ou os pais é que acham que ela não come o suficiente? Não será angústia dos adultos?", questiona. O melhor a fazer é acompanhar a criança na hora da refeição, tornando o horário um momento prazeroso,sem brigas ou imposições."Se a recusa for freqüente, pode haver outros fatores envolvidos,como o cansaço por excesso de atividades no dia, dentes que estão nascendo e causam desconforto ou problemas de saúde, como intestino preso e dor de garganta.Lembre-se de que as crianças ingerem a quantidade suficiente que necessitam e isso deve ser respeitado desde que não esteja prejudicando seu desenvolvimento", explica a especialista da Unifesp.

A nutricionista Fania Benchimol completa:" recusas e preferências são naturais e,muitas vezes, temporárias.Valem as substituições de alimentos por outros do mesmo grupo,diversificar a forma de preparo e a apresentação do alimento para ser aceito."Traduzindo: se a criança não come cenoura, experimente abóbora (ambas ricas em betacaroteno). Se ela recusa cenoura refogada, ofereça omelete de cenoura.

Verifique os horários para as refeições, a quantidade excessiva de determinado alimento ou a alteração da rotina. Além disso,avalie a sua expectativa em relação a quantidade de comida. Por fim, consulte o pediatra, que avaliará a curva de crescimento e investigará se há doenças relacionadas à falta de apetite, como uma simples verminose.

13-Não ofereça prêmios
Jamais use chantagens, punições ou gratificações em troca dos alimentos. As associações de consolo ou satisfação da ansiedade ou ainda outros sentimentos com relação a comida certamente aparecerão mais tarde!

14-Quando uma dieta é preciso
Criança faz dieta? "Depende da situação. Ela não é somente para perder ou ganhar peso.Também pode ser para eliminar ou tratar algum tipo de problema. Por exemplo, se a criança tiver diabete, precisará controlar a ingestão de carboidratos", esclarece a nutricionista Roseli Ueno. Já a obesidade infantil é um problema que atinge todos os países e, se não tratada a tempo,perpetuará durante toda a adolescência e a vida adulta."O que pode levar à obesidade na infância é o desmame precoce, a mãe que ganha muito peso durante a gestação,comportamento alimentar impróprio e a introdução de alimentos inadequados", completa.Para cuidar do excesso de peso é preciso um acompanhamento dos pais nas refeições,bem como orientação quanto ao modo de preparo (sempre preferindo receitas com pouca gordura).

15-O que garantir em cada fase
ATÉ OS SEIS MESES: o ideal é oferecer exclusivamente leite materno - não é preciso nem mesmo água.Mas como as mães voltam a trabalhar por volta do quarto mês do bebê, acaba ocorrendo a introdução de outros alimentos, que deve ser feita com orientação e supervisão do pediatra ou do nutricionista.

DEPOIS DOS SEIS MESES: leite, frutas, verduras, legumes, leguminosas, carne (frango, peixe, boi). Nada de usar liqüidificador, tudo deve ser amassado com um garfo para preservar as fibras. Evite doces, clara de ovo, mel, alimentos gordurosos e condimentados.

DE UM A DOIS ANOS: agora a criança consome a mesma comida da família, em pedacinhos, mas com menos tempero. A clara do ovo está liberada."É importante que sejam oferecidos sempre alimentos ricos em ferro como as carnes, vegetais de folhas escuras e leguminosas. E para garantir o melhor aproveitamento do ferro destes alimentos oferecer também alimentos ricos em vitamina C,como laranja,suco de acerola,abacaxi, caju e goiaba", aconselha a nutricionista Roseli Ueno.

A PARTIR DOS DOIS ANOS: Não há restrições alimentares a partir dessa fase.A criança deve ser incentivada a conhecer novos sabores e diferentes texturas."Os pais devem oferecer variedade de alimentos para garantir a diversidade de nutrientes", conclui Roseli Ueno.

Não é porque você adora que ele tem que gostar.... e vice-versaDeixe que ele experimente os alimentos variados, não restringindo somente ao que os adultos da casa comem.

Permita que ele escolha o que quer comer dentro de opções saudáveis oferecidas.

Se você não gosta de tomate ou rabanete não é motivo para não oferecê-lo à criança. Incentive-a comer de tudo, mesmo que não seja sua preferência.

O gosto por um alimento não é hereditário. Não pense que só porque você gosta, seu filho será obrigado a gostar.Ressalte o que você acha delicioso em determinada comida e deixe-o à vontade para provar ou não.

Nada de impor seu gosto. Lembre-se que a refeição tem que ser um momento de prazer e de opções.

Fonte: Revista Meu Nenê

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