sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Deslizes que prejudicam sua saúde (e a minha!)

Você já está cansado de saber que bons hábitos alimentares são ótimos aliados para manter a saúde em dia. O perigo, porém, se encontra no verso da moeda, quando alguns deslizes na hora de sentar à mesa resultam em situações de risco.


Prejuízos salgados demais

Se você adora sentir o gostinho do sal em seus pratos e não dispensa o saleiro da mesa, pode estar extrapolando na quantidade do tempero. As pitadas de sal além da conta estão relacionadas com o desenvolvimento de hipertensão arterial que, quando não controlada, pode levar a males como derrame, ataque cardíaco, falência do coração e dos rins. O ingrediente que oferece tais perigos é o sódio e, por isso, sua quantidade diária deve ser limitada a 1,5g o equivalente a 3,8g de sal por dia.

É importante destacar que a quantidade de sal refere-se não só ao tempero adicionado na hora da refeição, mas também ao que é usado durante o preparo da receita, além do contido em alimentos industrializados, em um pacote de sopa individual dá para encontrar até 800 mg do mineral. Ou seja, mais da metade do valor recomendado para o dia todo.

Boas medidas para não ultrapassar a quantidade recomendada de sódio são: reduzir a quantidade de sal utilizada no preparo dos alimentos, evitar que o saleiro fique à mesa, e não adicionar sal antes de experimentar o alimento, reduzir o consumo de produtos industrializados como tabletes de caldos, sopas, enlatados e embutidos, usar temperos naturais para dar sabor aos pratos que levam sal e não esquecer de verificar a quantidade de sódio que alimentos industrializados apresentam. Se o alimento apresentar mais de 20% do valor diário recomendado (%VD), ele contém alta quantidade de sódio. Procure por aqueles que representam 5%, ou menos, do valor diário recomendado.

Colesterol elevado, perigo para o coração

Você considerava seu cardápio balanceado até descobrir, em uma visita rotineira ao médico, que suas taxas de colesterol estavam desequilibradas. Provavelmente, o problema surgiu devido a uma participação freqüente de alimentos ricos na gordura em seu cardápio, isto é, os alimentos de origem animal. Quando as taxas de colesterol estão elevadas, os riscos de desenvolvimento de doenças coronarianas aumentam. A boa notícia é que o colesterol pode ser mais facilmente controlado, se comparado a outros fatores de risco, como hipertensão e diabetes.

Adotar uma alimentação saudável, aumentar o nível de atividade física e abandonar o cigarro são atitudes altamente eficazes para reduzir as taxas de colesterol , diz ela, lembrando que, para algumas pessoas, tais atitudes não são suficientes e o médico pode indicar um medicamento para controlar o colesterol.

Na lista dos alimentos que oferecem boa quantidade da gordura que você deve evitar, estão leite integral, queijos, creme de leite, leite condensado, carnes gordas, embutidos, miúdos, fígado, pele de frango e manteiga. Por causa de seus ingredientes, bolos, tortas e doces em geral também apresentam boas doses de colesterol e, por isso, a quantidade consumida deve ser controlada.

Para quem não quer extrapolar nas doses de colesterol: troque o leite integral pelo semi-desnatado ou desnatado, o iogurte natural pelo light, a carne gorda pela magra, a manteiga pelo creme vegetal, os queijos amarelos pelos brancos, retire a pele do frango, evite embutidos como mortadela, salame e presunto com capa de gordura e controle a ingestão de ovos, principalmente a gema . Refeições sem carboidratos e sem energia.


Cortando os carboidratos

Quando você quer dar uma enxugada na silhueta, restringe a participação dos carboidratos no menu, excluindo-os do jantar. O maior erro de quem corta arroz, pães, massas, batata ou outras fontes de carboidratos de alguma refeição, é não atingir a quantidade diária ideal do nutriente, que deve fazer parte de 50 a 60% do valor calórico total da dieta. Para um cardápio de 2.000 calorias, isso significa que de 1.000 a 1.200 calorias devem ser obtidas dos carboidratos, equivalente a, em média, 300 gramas desse nutriente distribuídos entre todas as refeições do dia .Se a alimentação é pobre em carboidratos, o organismo começa a queimar gorduras como fonte de energia, em vez de glicose, principal energia para o funcionamento dos órgãos. A quebra de gordura dá origem às cetonas, fazendo com que o corpo entre em um estado metabólico chamado de cetose.

Assim, pessoas que seguem uma alimentação com baixa quantidade de carboidratos podem apresentar sintomas como fraqueza, desânimo, sonolência e mau hálito , fala a nutricionista sobre as conseqüências do corte de carboidratos. A longo prazo, pode resultar em distúrbios do colesterol e sobrecarga dos rins. Outro erro comum entre as pessoas que acreditam no boicote aos carboidratos é não saber identificar quais são as fontes alimentares do nutriente.
Fonte: Revista Minha Vida

Nenhum comentário: