Quem são os anjos?

Alerta muito sério, pois está se tornando comum vermos pessoas pedir coisas e render graças a anjos... Estejamos vigilantes!

No Brasil, os anjos estão nos livros, palcos, telas de cinema, televisão, capas de revistas, letras das canções, propagandas e nas convicções de milhões de pessoas.

Há algum tempo, a empresária paulista Mônica Buonfiglio se notabilizou no mercado editorial com o livro Anjos Cabalísticos, vendendo milhares de exemplares. Apesar disso, ela jamais soube quem são os anjos! Ela mesma declarou: “Comecei trabalhando com a potência dos Orixás” (p. 11), demonstrando de onde veio a sua inspiração para escrever sobre o assunto.

Afinal, quem são os anjos? São mensageiros, “espíritos ministradores” (Hb 1:14), criados perfeitos por Deus (Jó 38:4,7; Gn 1:31). Uma parte deles se rebelou contra o Senhor, ficando, ou a serviço do inimigo (Ap 12:7), ou guardados em prisões para o juízo (Jd 6). O número de anjos bons é muito grande (I Rs 22:19; Sl 68:17; 148:2; Dn 7:9,10; Ap 5:11) e todos estão prontos a cumprir a ordem do Senhor (Sl 103:20).

Um conceito errôneo é o que diz que cada pessoa possui um anjo da guarda! Paulo Coelho, um dos vendedores de livros mais bem sucedidos da atualidade, narra, em seu famoso livro As Valkirias, uma curiosa experiência que teve nos EUA. Depois de conversar com um mago sobre anjos, ele e sua mulher encontraram oito motoqueiras com roupas pretas (as “valkirias”), as quais lhes ensinaram a maneira de encontrar o anjo da guarda.

Na verdade, a categoria “anjo da guarda” não aparece nas páginas sagradas. Os crentes fiéis e as crianças são protegidos por seres angelicais que estão acampados, prontos para ajudá-los (Sl 34:7; Mt 18:10). Isso não significa que cada indivíduo tenha um anjo pessoal. Biblicamente, os anjos são enviados para ajudar os servos do Senhor: “O meu Deus enviou o seu anjo...” (Dn 6:22); “... o anjo de Deus... esteve comigo...” (At 27:23). Leia também Êxodo 33:2, Lucas 1:19 e Atos 12:11.

Nem todos os anjos são mensageiros do Senhor (Ap 12:7). Paulo alertou: “... ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado seja anátema” (Gl 1:8). Ele falou de “anjo do céu” porque os anjos caídos habitam as regiões celestiais (Ef 6:12), tendo como líder o príncipe das potestades do ar, o diabo (Ef 2:2).

A variedade de nomes de anjos apresentada pela angelologia moderna é impressionante: Metatron, Jeliel, Raziel, Hariel, Nelchael, etc. Nas Escrituras, os únicos anjos de Deus identificados por nomes próprios são: Miguel, o arcanjo (príncipe dos anjos de Deus, Dn 12:1; Jd 9), e Gabriel, que assiste diante do Senhor (Dn 8:16; Lc 1:19).

Desde a Idade Média, diversas tentativas de acrescentar outros nomes à lista de anjos têm sido feitas. No século XV, Amadeu, um monge português, disse que Deus lhe revelara o nome de mais quatro anjos: Uriel, Baraquiel, Jeudiel e Seatiel. A igreja católica romana reconhece Rafael como arcanjo, mas este só aparece no livro apócrifo de Tobias, inserido na Bíblia católica, no Concílio de Trento, em 1546.

Alguns teólogos apresentam nove classes angelicais: serafins, querubins, tronos, dominações, potências, virtudes, principados, arcanjos e anjos. A Bíblia apresenta claramente apenas duas classes, além dos anjos propriamente ditos: os serafins (Is 6:1-8) e os querubins (Gn 3:24).

Outra falácia é a de que para cada categoria angelical existe um príncipe: Metatron (serafins), Raziel (querubins), Tsaphkiel (tronos), Tsadkiel (dominações), Camael (potências), Rafael (virtudes), Haniel (principados), Mikael (arcanjos) e Gabriel (anjos). Esses nomes foram tirados da teosofia, da magia egípcia, do espiritismo, do romanismo, etc. Menos da Palavra de Deus!

Os anjos são seres poderosos, mas não a ponto de atender diretamente às petições dos homens. Eles apenas executam a ordem de Deus (Sl 103:20), o único que pode responder as orações dos homens (Jr 33:3). Os anjos também não devem ser adorados pelo ser humano (Ap 22:8,9), pois, como criaturas de Deus (Cl 1:16), devem adorar o Criador (Hb 1:6).

Infelizmente, os principais vendedores de livros da atualidade estão pregando o que pode ser chamado de angelolatria (adoração aos anjos). Portanto, não nos esqueçamos da declaração do apóstolo Paulo acerca dos homens dos últimos dias: “... mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém” (Rm 1:25).

Pr. Ciro Sanches Zibordiciro.

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