Sabotando Sua Carreira


Li essa matéria na revista Criativa, e isso serve pra mim! Sempre "dou um jeitinho" em um tanto de coisa que não é problema meu. Se a impressora emguiçar - problema do técnico e não meu.

"Na próxima vez em que, em meio a uma reunião de trabalho, alguém perguntar quem poderia se incumbir de determinada tarefa, chata e desimportante, mas trabalhosa, permaneça muda e imóvel. Se for preciso, sente-se sobre suas mãos para impedir que elas se levantem. O conselho é da consultora americana Lois P. Frankel, psicoterapeuta e especialista em treinamento de executivos, autora de diversos livros* sobre o que ela classifica a “auto-sabotagem feminina de suas carreiras”. O termo é inspirado.
Se você se reconheceu na situação acima e já assumiu, por vontade própria, em um impulso, o trabalho de outros ou se prontificou a executar uma missão irrelevante que custou algumas horas extras de sua já extensa jornada, é uma voluntária compulsiva, uma auto-sabotadora. E está cometendo um erro estratégico que impede a maioria das mulheres de ir mais longe.

Mas não é exatamente esse um dos diferenciais a favor da mulher no trabalho? A enorme capacidade de cumprir diferentes tarefas, de fazer mais coisas ao mesmo tempo e muitas vezes melhor do que seu colega da mesa ao lado? Não somos mais responsáveis do que eles, que parecem fazer menos e ter mais tempo livre para conversar, navegar na internet e marcar almoços com seus pares enquanto comemos uma barrinha de cereal e ficamos no escritório para finalizar aquela tarefinha extra que chamamos para nós? Sim e não.
Na verdade mais não do que sim. Afinal, como se explica hoje, com o grande e eficiente contingente feminino de trabalho no mercado, a enorme disparidade entre os gêneros em posições de comando? Das 500 maiores empresas relacionadas pela revista Fortune em 2006, apenas nove são comandadas por mulheres. Corporativismo masculino? Sem dúvida. Mas o pior obstáculo ainda é a “auto-sabotagem” a que se refere a consultora Lois Frankel. As mulheres já comprovaram que têm competência e talento iguais ou superiores aos dos homens no mercado profissional. Como se não bastasse, têm maior capacidade para fazer mais coisas ao mesmo tempo e igualmente bem, característica preciosa no universo globalizado e multiplugado. São mais flexíveis, intuitivas e se adaptam mais facilmente a mudanças, valores inestimáveis no mundo atual.
Falta o quê? Falta usar tudo isso a seu favor, e não contra. Falta estratégia de jogo, uma competência masculina que as novas gerações de mulheres que em breve ocuparão o mercado já incorporaram e estão mais aptas a colocar em prática. Como? Veja seis dicas de especialistas contra a síndrome da formiguinha sacrificada:

1. Se você ocupa todo o seu tempo (e mais algum) em tarefas operacionais que não a distinguirão na corporação, está descuidando de algo que realmente fará diferença na empresa e na sua carreira. Portanto, não inveje o colega do lado, imite-o. Reserve tempo para almoços, ou conversas no café. O networking (rede de relacionamentos) interno e externo é fundamental para quem quer crescer na carreira.

2. Reflita sobre o que faz com que você assuma sempre mais tarefas do que os colegas do sexo masculino. Nós, mulheres, temos uma necessidade visceral de nos sentir “queridas” e o impulso de trabalhar mais do que os outros revela o sentimento de “gratidão” por sermos aceitas em um mercado anteriormente fechado às mulheres. Homens não são gratos a nada e pensam estrategicamente: sentem-se valorizados pelo que sabem fazer e não pelo grau de abnegação demonstrado no cumprimento das tarefinhas miúdas.

3. Proteja-se contra a síndrome do “deixa que eu faço” planejando o seu dia: determine o que vai fazer no início da jornada e evite a tendência de pegar tudo aquilo que cruzar o seu caminho ou cair sobre sua mesa inadvertidamente. Resista bravamente à miudeza não planejada: o resultado ao final do dia será mais gratificante e você aumentará sua chance de ser reconhecida por trabalhos bem-feitos.

4. Se você é uma gerente ou supervisora, não deixe seu time delegar para cima. Isto é, não seja maternal. Os rapazes ou moças de sua equipe não são seus filhos. Podem ter dificuldade em executar algo que você faria facilmente, mas isso não justifica que lhe repassem a missão. Ensine-os, treine-os, mas não faça o trabalho dos subordinados. Não é o que seu chefe ou a corporação espera ou aplauda.

5. Pessoas não são contratadas ou promovidas apenas porque trabalham duro. Você tem que saber administrar o seu próprio tempo, do contrário ninguém achará que está apta a administrar coisa alguma. É fato que os períodos de trabalho se expandem cada vez mais, mas, se você for sempre a última a deixar o escritório, há algo errado com seu método.

6. Finalmente, foque em soluções, não em problemas. Se, ao terminar de ler este artigo, você se identificou como auto-sabotadora, não se sinta mal ou tenha pena de si mesma. Parta para o ataque. Planeje suas tarefas de forma mais inteligente e estratégica. Administre seu tempo, faça menos e melhor, orgulhe-se de você. O mundo corporativo é especialmente generoso com pessoas decididas e autoconfiantes. Garotas boazinhas não chegam ao topo."

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