Acessório fashion?


A moda agora é colar band-aids na pele sadia para incrementar a produção


MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ
ENFEITE A designer Monalisa usa porque gosta da estética do produto

Foi-se o tempo em que os band-aids eram usados apenas para fazer curativos. A moda agora é colá-los na pele sadia, nas sandálias de plástico ou no mouse, por exemplo. Os coloridos – com estampas infantis ou gráficas – são os preferidos de quem recorre ao produto como acessório fashion. Alexandre Herchcovitch é adepto do "movimento". "Uso todos os dias, quando estou machucado ou quando quero me ver de maneira diferente", diz. Em julho, o estilista firmou parceria com a Band-aid e disponibilizou estampas de coleções passadas para decorar os curativos de uma edição limitada. Herchcovitch é tão fã do design do produto que, há dez anos, tatuou um no braço. A designer Monalisa Silva dos Santos usa para proteger o pé de machucados provocados por sua sandália de plástico e para enfeitar o calçado. "Gosto da estética deles", afirma. Ela também recorre ao curativo para decorar os cartões que escreve para os amigos.

Há pouco mais de cinco anos, quando os primeiros band-aids estilosos começaram a ser lançados, a mania de colá-los no corpo se tornou comum entre as crianças. Logo depois, segundo a própria Johnson & Johnson, que comercializa o curativo, o movimento atingiu os adultos chamados infantilistas.

A moda entre os mais velhos começou no Exterior. Além dos bandaids de Herchcovitch – cujas 120 caixas esgotaram das prateleiras da loja Opening Ceremony, em Nova York e Los Angeles, em menos de uma semana, por US$ 10 cada um –, já estiveram à venda, no Hemisfério Norte, curativos assinados pelo estilista americano Marc Jacobs. Recentemente, ele vendeu por US$ 2 a caixa de band-aid com os dizeres "Ouch!" (ai!, em inglês) e "Boo! Boo!". Na embalagem, profetizava: "That's gonna leave a marc" (isso vai deixar uma marca). Hoje, só é possível encontrar exemplares no site de leilões eBay.

O designer alemão Fabian Seibert decora sua versão do produto com cristais Swarovski e vende nas Galerias Lafayette, em Paris. E, em entrevista ao jornal The New York Times, Patrícia Graf, uma estilista de Aachen, na Alemanha, disse que está economizando suas criações para usar na Semana de Moda de Nova York, no mês que vem. Patrícia costuma colocar ao redor do dedo, como um anel, ou logo abaixo do olho – uma alusão aos jogadores de futebol americano. Mas de onde veio a moda? "Quando a pessoa se machuca, ela quer ver o lado positivo e os desenhos a entretêm", explica Pauline Dapelo, gerente de marketing para Band-ad no Brasil.
Fonte: Isto É

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