terça-feira, 30 de setembro de 2008

Antes e Agora


Hoje encerramos mais um mês, neste ano de 2008 que passa correndo demais. Já estamos perto do Dia das Crianças! E daí para o Natal é um piscar de olhos. "O tempo não pára!"

Ontem, assistindo um pouco de TV - apesar de não gostar muito, não sou alienada, e de vez em quando passo algum tempinho de frente a esse tão, quase frequentemente, mal utilizado aparelho - vi uma propaganda pro Lei Seca sobre a mudança de hábitos e considerei realmente muito boa.

Quem, assim como eu, já beira os trinta anos, deve se lembrar das inúmeras formas de se buzuntar o corpo com produtos malucos para ficar mais bronzeado, conheci gente que passava de pó de café a Coca-Cola, eu, que sou branquinha, e não gostava de ser assim na adolescência, ficava horas debaixo do sol, nos fundos de casa, tentando ganhar uma cor pra não ter mais os corriqueiros apelidos ligados a minha alva pele. Só não usava os métodos comummente indicados pelos mais ousados porque tinha muita facilidade a ter queimaduras - já ficara estorricada e febril várias vezes. Daí ficava umas 2 horas lendo sob o sol, acreditando que conseguiria mudar de cor. Mas que nada! O que eu sempre conseguia era um vermelhidão, que poucos dias depois já estava descascando.

Desde que comecei a namorar meu marido desencanei desse negócio de ficar morena: não tem mesmo jeito e ele prefere que seja assim bem branquinha. Não poucas vezes, vi gente que ia parar no hospital com queimaduras graves devido a abusos dos mais variados produtos para ficar mais e mais rapidamente bronzeado. Quase não se utilizava protetor solar, o costume era usar bronzeador mesmo. E hoje? Quem se arrisca? O protetor solar é indispensável todos os dias. E na praia então, é um item obrigatório pra nossa sobrevivência, dado o elevado número de casos de câncer de pele, além do abominável e tão temido, envelhecimento precoce.

Lembro também do uso do cinto de segurança ser uma coisa inaceitável, com milhares de desculpas e até justificativas embasados no achômetro para não usar. E agora a maioria das pessoas usa. É bem verdade que muitos só o utilizam pra não ganhar multa, mas muitos já se conscientizaram da real necessidade do seu uso, e de que, os benefícios, em caso de acidente, são maiores que as complicações.

Os outros exemplos dados na propaganda também são válidos, mas dariam assunto pra muita letra, e agora eu estou um pouco atrasada. Fica pra outra hora.

Deixo aqui, os meus parabéns às entidades criadoras dessa propaganda e também das relacionadas a eleição, que ocorrerá no próximo domingo. Esclarecer as pessoas de uma descontraída e leve faz toda a diferença. A TV pode e, deve ser utilizada para isso.

Um comentário:

Historiador do cotidiano disse...

Olá Viviane,

Obrigado pela visita.

A questão da competição, bem... pra mim não há competição entre os sexos.

Os sexos são competitivos dentre seus membros, não com o sexo oposto. Essa competição entre sexos me parece papo de feminista.

O problema real que temos é que as mulheres não conseguem entender os homens, e vice-versa.

Para os homens tudo é muito simples! Se temos vontade de sexo, é vontade de sexo; se temos vontade de dormir, é vontade de dormir; e assim por diante... mas se uma mulher tem vontade de alguma coisa é porque existem milhares de fatores por trás daquela escolha.

O que acontece? Os homens não se conformam das mulheres não serem simples como eles; e as mulheres não conseguem aceitar que os homens sejam simples: elas querem que eles sejam complexos como elas.

O que acontece ao unir duas pessoas tão diferentes, que não compreendem os benefícios dessas diferenças? Dá merda.

Isso é basicamente porquê os relacionamentos têm entraves: as pessoas não conseguem compreender as outras - pelo menos é a minha opinião.

Enquanto as pessoas não melhorarem o auto-conhecimento, para saberem como realmente são e como isso afeta as pessoas ao redor, os conflitos por motivos fúteis continuarão a acontecer.

Novamente obrigado pela visita, e tenha uma ótima semana! Abraços