Brechó virtual

Mulheres criam blogs para vender peças de grife que estavam sem uso no armário


MARI NOGUEIRA/AG. ISTOÉ <//> PAULO JARES/AG. ISTOÉ
ESTILO Aline, de Brasília, vende grifes nacionais. À direita, LUCRO Com o dinheiro do bazar, Danielle foi para Londres
Calça da grife italiana Dolce e Gabbana por R$ 40. Colete da estilista carioca Isabela Capeto a R$ 150. Sapatos da Prada, vestidos da Maria Bonita Extra, saias de Alexandre Herchcovitch e outras peças de marcas famosas a preços bem abaixo dos das lojas. Só poderia ser num brechó. Quer renovar o guarda-roupa? Entre na internet, para garimpar sem sair de casa. São blogs feitos por mulheres que se desfazem de roupas e calçados novos ou pouco usados. O pedido é entregue na casa do cliente, pelo correio. "Como parte da minha família mora no exterior, viajo muito. Compro muitas coisas no impulso, que acabam jogadas no armário. Criei o site para ganhar um dinheiro extra", conta a universitária paulista Isabel Passos, 22 anos, criadora do blog Luxe du Jour.
Ou seja, encontrar peças raras é outra vantagem, por serem importadas ou porque a grife nacional não tem lojas próprias em todos os Estados. É o caso das clientes brasilienses da jornalista Aline Sanromã, 24 anos. Criadora do blog Pequeno Luxo, ela vende peças de marcas cariocas que não têm fi liais no Distrito Federal, como a Espaço Fashion. "Quando mudei para Brasília, me dei conta de que tinha roupas demais. Como minhas amigas sempre elogiaram meu estilo, criei o blog e deu certo", diz.
Uma das pioneiras é a publicitária mineira Cris Guerra, 38 anos. Seu blog, o Filet para Quem É Mignon, não tem nem um ano e já virou uma central de brechós. "Tenho uma lista enorme de novos sites para acrescentar aos meus links", afi rma. É através dessas recomendações que os bazares se tornam conhecidos. Mas elas também servem de orientação para as clientes. Como é preciso pagar antes de receber o produto, optar por uma vendedora indicada por várias outras evita problemas. O blog de Cris também reúne fotos de clientes satisfeitas. Uma delas, a advogada carioca Danielle Rodrigues, 22 anos, acabou criando seu próprio bazar o Velha É a Vovozinha! "O dinheiro me ajudou a pagar uma viagem para Londres", conta.
Fonte: Isto É

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