quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A Cor do Mundo




O ancião descansava sentado em um velho banco à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou a seu lado :
- Bom dia !
- Bom dia ! Respondeu o ancião.
- O senhor mora aqui ?
- Sim, há muitos anos...
- Venho de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui.
Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem.
- É verdade, falou o ancião. Mas por favor me fale antes da cidade de onde vem.
- Ah ! É ótima. Maravilhosa ! Gente boa, fraterna... Fiz lá muitos amigos.
Só a deixei por imperativos da profissão.
- Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vai gostar daqui.
O forasteiro agradeceu e partiu.


Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:
- Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar ?
O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta :
- Como é a cidade de onde vem ?
- Horrível ! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante !
Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso !
- Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente...
Todos vemos no mundo e nas pessoas algo do que somos, do que pensamos, de nossa maneira de ser.
Se somos nervosos, agressivos ou pessimistas, veremos tudo pela ótica de nossas tendências, imaginando conviver com gente assim.
Em outras palavras, o mundo tem a cor que lhe damos através das nossas lentes.

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