Entenda tudo sobre virose



Todas as mães tiveram a experiência de levar o filho doente ao médico e sair com o diagnóstico de virose. Mas nem sempre esta resposta supre as expectativas e elas voltam para casa com a impressão de que o pediatra não sabia o que o bebê tinha. A cena se repete, principalmente, entre 9 e 15 meses de idade. "Quando, geralmente, a mãe deixa de oferecer leite materno e o contato com outras crianças torna-se maior, aumetando as chances dos quadros surgirem", esclarece o pediatra da Universidade Federal de São Paulo Renato Lopes de Souza.


A virose, no entanto, não é diagnosticada no chute, como pode parecer. O pediatra avalia as informações relatadas pela mãe, os sinais clínicos e os sintomas para ter uma conclusão. "Também verifica-se a possibilidade de processos bacterianos, com presença de pus", diz Renato. E para reduzir as chances de erro, o médico fala sobre a importância de acompanhar a evolução da doença. "A mãe deve avisar o pediatra caso apareçam novos sinais e, se possível, retornar ao consultório", aconselha.


Mais detalhes sobre os vírus


É preciso ter em mente que as viroses, como o próprio nome já dá pistas, são doenças causadas por vírus. Elas apresentam sintomas gerais como febre, perda de apetite, fraqueza, mal-estar, cansaço e, na maioria das vezes, também acabam seguindo uma sazonalidade: As viroses gastrointestinais, que apresentam vômitos e diarréias, são mais freqüentes no verão. Já as respiratórias surgem no inverno com coriza, espirros e tosse. São os famosos resfriados."As condições climáticas da época são grandes responsáveis pela disseminação dos vírus. O clima seco do inverno facilita que ele se espalhe. Já no verão, é grande o risco de contrair vírus devido ao contato com água contaminada", explica a infectologista do Hospital e Maternidade Neomater Cinzia Trevisanello, de São Paulo. Ela esclarece que é comum surgirem surtos em regiões litorâneas, já que muitas pessoas têm contato com a água do mar ou de piscinas contaminadas.


Uma pista que também ajuda a mãe a confirmar o quadro de virose é o número de dias do ciclo da doença. "Costuma durar de um a cinco dias, sendo que pode chegar a, no máximo, uma semana", lembra a infectologista.


Segundo Renato, cerca de 90% das infecções em crianças de até três anos são virais - o que reforça o diagnóstico do pediatra.


A frustração também é grande ao saber que o tratamento para as viroses, na verdade, é para aliviar seus sintomas. "Na maioria dos casos, indica-se medicamentos para combater a febre e a dor, ou seja, antipiréticos e analgésicos", explica Renato. E se apresentar quadro de diarréia, indica-se a hidratação.


Cinzia faz um alerta aos pais sobre os riscos da automedicação que pode atrapalhar o processo. "Aumentaram os casos de intoxicação de crianças devido ao consumo de antiinflamatórios sem prescrição médica. Isso porque as mães não sabem que existe uma dose certa para cada peso", conta a infectologista. Daí a importância de confiar mais uma vez no pediatra da criança e trocar informações sobre a evolução ou não da doença.


Evitar que o pequeno contraia as viroses é praticamente impossível, pois existe uma infinidade de vírus que sofrem constantes mutações, dificultando uma vacinação eficaz. "A vacina da gripe, por exemplo, apesar de eficiente, não protege contra todos os tipos de influenza", diz Renato. Já o rotavírus, que causa quadros graves de desidratação por diarréia e vômito, conta com vacinação disponível na rede pública. Apesar de existirem poucas vacinas contra vírus, as pesquisas cada vez mais evoluem neste sentido. Enquanto isso, pode-se adotar alguns hábitos a fim de dificultar que as crianças contraiam os vírus:

Amamente por, no mínimo, seis meses. O leite materno oferece anticorpos para o organismo do bebê que está se desenvolvendo.


Ofereça uma alimentação saudável, garantindo o consumo de alimentos variados com vitaminas e sais minerais imprescindíveis para que o organismo funcione e se desenvolva da melhor maneira.


Lave as mãos periodicamente antes de cuidar do bebê e ensine-o a fazer o mesmo para evitar a transmissão de vírus. Alguns inclusive sobrevivem horas sobre superfícies.


Evite ambientes confinados onde haja aglomeração de pessoas ou com ar condicionado. As chances de transmissão de vírus nestas condições aumentam.


Se possível, atrase o ingresso da criança no berçário. Assim, ela ganha tempo para desenvolver suas defesas mais um pouquinho.


Mesmo no inverno, deixe os cômodos da casa bem arejados.


Mantenha a criança longe de pessoas doentes. E se ela adoecer, não a deixe ir para a escola ou ficar próxima a outras crianças.


Fonte: Revista Meu Nenê

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