Sobre a Rubeóla


1. O que é a rubéola?
A rubéola é uma doença aguda causada por vírus, muito contagioso, que se transmite com extrema facilidade. A pessoa doente pode apresentar manchas avermelhadas na pele, começando no pescoço, que depois se alastra para o tronco, pernas e braços.

2. Quais são as manifestações/sintomas da rubéola?
A doença é aguda porque os sinais principais aparecem rapidamente, as manchas no corpo (exantema) apresentam máxima intensidade no 2º dia e desaparecem até o 6º dia, durando em média de 5 a 10 dias, coincidindo, geralmente com o início da febre, que é baixa. Esses sinais colaboram para fazer a diferença com outras doenças que apresentam manchas no corpo. Podem estar presentes, também, alguns sintomas gripais, dor de cabeça, dores generalizadas, conjuntivite, coriza e tosse. É importante saber que a metade dos casos de rubéola são assintomáticos, ou seja, em 59% dos casos os sintomas não estão presentes, não são visíveis. O problema é que estes casos assintomáticos podem contagiar as pessoas suscetíveis, ou seja, pessoas desprotegidas, seja por não terem tido a doença, seja por não serem vacinadas.

3. Qual é o modo de transmissão da rubéola?
Os vírus são transmitidos de uma pessoa infectada para outra quando esta entra em contato direto com as gotículas de secreções que saem do nariz e da boca da pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar. A transmissão por meio de objetos contaminados, ou seja, a transmissão indireta, pode acontecer. Quando a grávida mantém contato com as gotículas de secreções de pessoa doente, mesmo assintomática, ela transmite o vírus para o bebê através da placenta. O vírus provoca infecção na placenta e no feto.

A rubéola não é uma doença grave o problema é quando ela é transmitida à mulher grávida. Neste caso a gestante pode abortar ou o bebê pode nascer morto, além disso o bebê pode nascer com a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) e apresentar alguns problemas que perduram por toda vida. Os problemas mais comuns são: deficiência auditiva (surdez), lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), problemas no coração (más formações cardíacas), problemas neurológicos.

4. Qual é o período de incubação da rubéola?
O período de incubação varia de 14 a 21 dias. A média é de 17 dias.

5. Qual é o período de transmissão do vírus da rubéola?
O período de transmissibilidade é de 5 a 7 dias antes do início do exantema, aproximadamente, e pelo menos de 5 a 7 dias depois.
Todos os países da região das Américas se comprometeram no ano de 2003, durante a 44ª reunião do Conselho Diretor da OPAS, em eliminar a rubéola e SRC, reafirmando este compromisso em outubro do ano de 2007 por meio da Resolução CD44.R1, em alcançar a meta de "eliminação da rubéola e da síndrome Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)" para o ano 2010.
7. O que é a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)?

É a infecção do feto pelo vírus da rubéola, causando um conjunto de malformações, em especial quando ocorre no primeiro trimestre da gravidez.

8. Quais são as manifestações mais freqüentes da SRC?

As malformações mais freqüentes são: catarata, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita (persistência do canal arterial, estenose aortica e pulmonar) e neurológica.

9.Por quanto tempo as crianças que nascem com a SRC podem transmitir o vírus?

As crianças com SRC podem transmitir o vírus e contaminar outras pessoas até um ano após o nascimento. É necessário evitar o contato destas crianças infectadas com gestantes. A transmissão do vírus é maior nos primeiros meses de vida e ocorre por meio de objetos recém contaminados pelas secreções nasofaríngeas, sangue, urina e fezes de recém-nascidos infectados.

10.Existe tratamento ou cura para a SRC?

Não existe tratamento específico para a SRC. Estas crianças necessitam tratamento cirúrgico para corrigir suas malformações e também requerem de reabilitação. Esta enfermidade pode provocar graves seqüelas e incapacidade nas crianças afetadas.

11. Quais são os objetivos da campanha nacional de vacinação do Brasil?
• Interromper a transmissão endêmica do vírus da rubéola mediante a realização de uma campanha nacional de vacinação nas coortes dos homens e das mulheres dos grupos de idade identificados com maior nível de susceptibilidade à rubéola no Brasil.

• Elevar o nível de imunidade ao sarampo nos grupos de adultos suscetíveis para consolidar a estratégia de eliminação desta doença no Brasil.

• Alcançar a meta de eliminação da rubéola e da SRC estabelecida para a região das Américas para o ano 2010.

12. Quando se realizará a Campanha Nacional de Vacinação no Brasil?
A campanha inicia no dia 9 de agosto com término em 12 de setembro do ano de 2008. O dia central será em 30 de agosto.

Nos Estados do Amapá, Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo a vacinação foi prorrogada até 19 de novembro.

13. Quais são as pessoas que receberão a vacina? E qual o imunobiológico utilizado durante a campanha?
A aplicação da vacina será indiscriminada nos homens e nas mulheres de 20 a 39 anos em todas as 27 unidades federadas do Brasil. A vacina será a Dupla Viral (Sarampo e Rubéola), independentemente do antecedente de vacinação ou doença. Em cinco unidades federadas, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte a faixa etária será de 12 a 39 anos de idade. A vacina para o grupo etário de 12 a 19 anos de idade será a Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola).

14. Qual a estimativa de pessoas vacinadas durante a campanha?
A população alvo da campanha é de 69.700.329 pessoas. Está composta por 61.875.626 homens e mulheres de 20 a 39 anos de idade de todo o País e 7.824.703 pessoas de 12 a 19 anos de idade dos estados do Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. A meta é conseguir coberturas de vacinação de 100% em todos os municípios do Brasil.

15.Onde se vacinarão as pessoas?
Nos serviços público de saúde e através de equipes volantes de vacinação que irão aos locais de trabalho, colégios, universidades, empresas, fábricas, supermercados, centros comerciais, igrejas, rodoviárias, terminais de ônibus e trens, parques e centros recreativos, entre outros. Numa segunda etapa se fará o monitoramento da cobertura vacinal com visita casa a casa nas áreas definidas pela equipe local para garantir que 100% da população seja vacinada.

16. Por que toda a população alvo deverá ser vacinada independentemente do estado vacinal anterior e/ou antecedente de ter tido a doença? Quem tomou a vacina há pouco tempo deve se vacinar na campanha?
O caráter da campanha de vacinação é de realizar a eliminação da circulação do vírus da rubéola no País, assim a mesma deverá ser realizada de forma indiscriminada para a população alvo. Existem muitas doenças com manifestações idênticas à rubéola, pelo qual o antecedente de enfermidade exantemática não indica que a pessoa teve rubéola. A vacina é muito segura e a pessoa vacinada sempre terá um benefício: se não estiver protegida ficará imunizada e se já está protegida, reforçará seu nível de imunidade, tanto para rubéola como para sarampo.

17. Por que é necessário alcançar coberturas de vacinação de 100%?
Esta é uma campanha que tem como objetivo a eliminação da circulação do vírus em todas as localidades, necessitando vacinar 100% da população alvo.

18. Por que não está indicada a vacina contra a rubéola para os maiores de 40 anos?
Estudos de soroprevalência demonstraram que as pessoas maiores de 40 anos já estão protegidas, pois adoeceram em algum momento de suas vidas. Além disso, os surtos demonstram que as faixas etárias mais acometidas foram entre 12 a 39 anos, sendo a maior incidência de 20 a 29 anos (12,6/100000hab).

19. Mulheres que estão amamentando podem tomar a vacina contra rubéola?
Podem, por isso que a Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações recomenda a vacinação no pós-parto e puerpério.

20. Quando o usuário não lembra se foi vacinado, e caso já tenha sido vacinado, uma outra dose pode ser aplicada se ele não possuir o cartão de vacinação?
Sim, na campanha, independente da história vacinal, ele deve ser vacinado, conforme a faixa etária indicada. Relembramos que é importante guardar consigo o cartão de vacinação. Ele é um documento de saúde de todo o cidadão.
21. Qual é a segurança e a eficácia da vacina?
A vacina RA 27/3 é muito segura e com uma eficácia maior que 95% em média. A resposta máxima de anticorpos se observa entre os 14 e 21 dias depois da vacinação e existem estudos que indicam que a imunidade se mantém por toda a vida. É uma vacina pré-certificada por organismos internacionais que cumpre todos os controles de qualidade e regulações nacionais.
22. Como se aplica a vacina?
A vacina aplica-se por via subcutânea, na região do deltóide na face ântero-lateral externa do antebraço.

23. A que temperatura se conserva a vacina?
Para garantir sua efetividade deve-se mantê-la em condições adequadas de refrigeração e conservação +2ºC a +8 ºC. Uma vez reconstituída deve-se administrar em um prazo máximo de 8 horas.
Os principais eventos adversos que poderão apresentar são: febre e erupção cutânea leve (exantema) que surgem entre cinco a doze dias depois da vacinação (cerca 5% das pessoas susceptíveis). Artralgias e artrites transitórias ocorrem mais frequentemente em mulheres adultas e se iniciam entre uma e três semanas após a vacinação, com duração de um dia a três semanas. As manifestações são leves e desaparecem em poucos dias.

25. Quais situações indicam o adiamento da vacinação?
Pessoas com imunossupressão por doença ou terapêutica. Essa recomendação tem como justificativa a possibilidade de não ocorrer resposta imunogênica. Pacientes com enfermidades graves febris, justificando-se o adiamento para que seus sinais e sintomas não sejam atribuídos ou confundidos com possíveis eventos adversos relacionados à vacina. As mulheres grávidas devem receber a vacina contra rubéola após o parto ou no pós-aborto. Importante informar que: a administração inadvertida durante a gestação não indica a interrupção da gravidez.

26. Se o usuário estiver tomando algum tipo de medicamento (antibiótico) pode se vacinar contra rubéola?
Sim. A contra indicação à vacina é orientada em caso de pessoas com antecedente de reação anafilática sistêmica após uso de neomicina ou dose prévia de vacina contra rubéola/sarampo. Entende-se por reação anafilática sistêmica a reação imediata (urticária generalizada, dificuldade respiratória, edema de glote, hipotensão ou choque) que se instala habitualmente na primeira hora após o estímulo do alérgeno.

27. Uma pessoa vacinada na infância pode manifestar a doença quando adulta?
Se a pessoa apresentou resposta imune após a primeira dose, terá proteção duradoura, provavelmente para a vida toda.
28. Existe algum risco de se vacinar uma mulher grávida com a vacina contra a rubéola?
A evidência disponível atualmente, indica que não existe risco de SRC se a vacina contra a rubéola for aplicada em uma mulher grávida, ou antes, da concepção. Dados de seguimento atualizados em 2006 informam que de 24.924 mulheres vacinadas inadvertidamente contra a rubéola durante as campanhas de vacinação da Região das Américas, não se identificou nenhum caso de SRC.
29. Por que não se recomenda vacinar as mulheres grávidas durante a campanha contra a rubéola?
Embora já esteja demonstrado que a vacina não tem efeitos teratogênicos no feto, durante uma gestação podem apresentar – se diversos eventos (abortos, natimortos, etc.) que são apenas coincidentes com a vacinação. Por isso é importante fazer o acompanhamento de cada gestante vacinada inadvertidamente para evitar que seja atribuída à vacina qualquer evento que aconteça com esta gestante.
Fonte: Ministério da Saúde

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