Tá na hora



Qual é o momento certo de mudar de emprego?
O coach Augusto Carneiro dá algumas dicas para quem está nessa dúvida

Acordar de manhã sem muito entusiasmo para para ir trabalhar não é a situação mais incomum do mundo. É bem possível que você tenha passado por ela recentemente. Ou já ficou o dia todo olhando o relógio, sentindo que o trabalho não rende ou que não é reconhecido. E, pior, sem enxergar perspectivas de progresso na empresa. Por breves períodos, você até agüenta, ou porque há sinais de mudança no ar, ou porque não está emocionalmente preparado para encarar uma mudança. Mas quando esses sentimentos se prolongam além da conta, é porque chegou a hora de tirar o pó do currículo e sair em campo.Qual é a hora certa de mudar de emprego? Muita gente me procura dizendo que quer mudar e eu sempre pergunto o por quê. Eis o que eu ouço, em ordem decrescente de freqüência:

1. "Eu não respeito o meu chefe": de longe, a reclamação mais comum. Os motivos vão desde a falta de ética até à apropriação de idéias, passando por mesquinharias salariais
2. "Eu não tenho futuro nesta empresa": o profissional candidatou-se às posições que apareceram, aprendeu ou desaprendeu tudo o que precisava para chegar às posições e nada aconteceu
3. "Esta empresa não tem futuro": as dificuldades de uma companhia normalmente são sinalizadas com antecedência, pelos clientes, pelos fornecedores, e pelo mercado de capitais
4. "Eu ganho pouco": esta é uma das poucas reclamações que podem ser pesquisadas. E não é muito difícil descobrir quem paga melhor pelas suas habilidades
5. "Não gosto do que faço": se você está em finanças mas prefere trabalhar em marketing, é melhor tentar isto primeiro na sua empresa atual. É bem mais difícil fazer isso mudando de empresa. Mas, se você pretende uma mudança drástica (você é advogado e quer ser pianista), aí não tem jeito: peça demissão e invista

Muitas pessoas me dizem que não estão preparadas para retornar ao mercado de trabalho. Primeiro elas querem fazer aquela pós-graduação na França, ou polir o inglês ou emagrecer vinte quilos. Algumas dessas providências prévias são válidas. Afinal, só você sabe a principal restrição ao seu crescimento profissional. Mas pense bem se não é só mais uma desculpa para postergar uma decisão difícil. Por último, não se deixe iludir pelas tais "sazonalidades" de mercado. Há, por exemplo, muito folclore de que o mercado de trabalho desaparece entre janeiro e março - e depois novamente em julho. Nos meus últimos dez anos trabalhando como headhunter, os meses com maior quantidade de buscas novas foram consistentemente janeiro e julho.

Augusto Carneiro é sócio da Zaitech, empresa de busca, avaliação e coaching de executivos.
Fonte: Você SA

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