terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bolsas e mais bolsas

 

Como integrante do complexo sexo feminino, dou-me o direito de gostar e, principalmente, de ter várias bolsas. Tenho bolsas grandes e pequenas, umas muito grandes e algumas tão mínimas que estou sempre precisando carregar mais uma a tiracolo, as cores e os materiais variam, mas todas são muito úteis e tenho sempre uma justificativa para continuar precisando comprar mais uma nesse entra e sai de estações.

No quesito praticidade umas são mais importantes que outras, é claro. Algumas foram usadas uma única vez, outras há meses sequer olho e algumas que nem me lembro mais quando foi que saíram de casa, continuo com o firme próposito de defender sua existência.

Mês passado ganhei mais uma bolsa, presente da minha cunhada irmã - linda, prática, de tamanho apropriado para carregar meus badaluques e afins que levo todo dia pro trabalho e onde mais que eu vá - e acredite, somente no último domingo é que comecei a utilizá-la, apesar de a ter amado, me faltava tempo pra mudar os itens que carrego pra todo o lado.
 
Quando estava transferindo o conteúdo da mais recente licenciada - que tinha ganhado em maio, presente do meu marido - contei com o auxílio divertido do meu primogênito, que aproveitou muito bem o tira e põe de objetos e o descarte de papeis de bala, embalagens de chocolate, cartões de visita e panfletos publicitários, refleti sobre as coisinhas que levamos com a gente e só nos damos conta quando vamos trocar de bolsa, o que também acontece na vida. Quantas coisas boas temos em nós, quantas histórias, quantas pessoas foram importantes pro nosso crescimento, quantas oportunidades nós usamos ou simplesmente olhamos e guardamos em algum logar dentro da gente, esperando pra limpar ou mesmo pra aproveitar mais tarde.

Quatas coisas e pessoas nos machucaram e nós não resolvemos, não procuramos solução, não nos permitimos liberar o perdão e deixamos pra depois ou simplesmente a cargo do tempo. Mas elas continuavam lá, guardadinha e bem vivas, por mais que pensemos que não nos incomodavam, elas tinham sim o seu peso, ocupavam um espaço e traziam transtornos que a gente nem percebia o porque.

Quantas pessoas interessantes conhecemos e deixamos pra usufruir do contato e convívio depois, numa outra hora. Mas talvez esse dia nunca chegue, ou se chegar poderá ser tarde, porque nada acontece por acaso, e certamente não terá o mesmo valor procurá-la depois, já terá se cansado de esperar por nossa ligação, e-mail ou convite.

Pra que deixar pra amanhã o que podemos fazer hoje? Vamos fazer uma faxina em nós agora mesmo! Nada de ficar esperando uma crise, uma mudança de emprego, de escola ou de casa. Vamos deixar de lado já todas as mágoas e trsitezas, resolvamos instantaneamente nossas diferenças e não deixemos que traços de ira ou rancor fiquem a criar raízes em nós e em quem mais está envolvido. Vamos investir nosso tempo em conhecer e se relacionar com as pessoas que se pareçam interessantes agora. Porque o hoje é o mais importante! Cuidado da gente hoje seguiremos bem mais leves, organizados e completos pelo que realmente vá fazer a diferença na nossa vida e na de quem está em volta.

Pense nisso! Eu estou pensando e já comecei a agir: escrevi logo esse texto, antes que fique pra algum dia e a rotina do dia a dia tire de mim essa inspiração que é de agora e para agora.

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