Consulta ao Endocrinologista

Dos exatos trinta quilos que acumulei na última gestação, ainda preciso me livrar de dez. Muitas roupas já me servem, mas muitas outras estão tão apertadas ou ainda nem se fecham. Resolvi me consultar com um endocrinologista, pra saber se está tudo em ordem com minhas glândulas e hormônios que mudam tanto durante a gravidez, segundo informações que tive. Marquei a consulta e compareci na semana passada, como sempre um pouco apressada, devido a tantas obrigações e responsabilidades.

Pra minha surpresa o médico não se parecia em nada com endocrinologista – ao menos não com os que existiam na minha cabeça, apesar de nunca ter me consultado com outro antes - estava bem mais pra filósofo ou psicanalista. Divagou sobre diversos temas e se eu estivesse menos apressada, teria discorrido com ele sobre nossos pensamentos por muitas horas. Pena! Pena não ter aproveitado mais seu bom humor e fórmulas pra felicidade, que ditas por ele pareciam mesmo ser verdadeiras, apesar de todo seu jeito despretensioso e espontâneo.

Disse algo sobre o qual passei algum tempo refletindo: sobre a força do nosso pensamento.

O tempo só existe em números porque o contamos assim. Dizemos que envelhecemos, dizemos que engordamos, somos sempre tão presos aos números que mal vivemos os momentos. Pensamos demais, sobre coisas demais e, de forma negativista e pessimista demais. Realmente somos o que imaginamos, e não sei se mais por culpa da nossa cultura de subdesenvolvidos ou por nossa própria natureza, sempre tendemos mais a nos diminuir, a nos subestimar e a acumular pra si coisas ruins. Já viu que quando sentimos qualquer coisinha nos vêm a cabeça as piores doenças? E quando pensamos numa mulher grávida logo imaginamos uma gorda? Que quando passamos perto de alguém gripado logo estamos a espirrar e nos achando gripados também?

Somos fruto do que acreditamos. Somos aquilo no que pensamos. Somos do tamanho que nos medimos. Teremos as doenças que nos creditemos.

Já viu como alegria traz alegria? Como um sorriso é respondido com outro sorriso? E por que é que não usamos toda essa nossa força que sabemos existir pra coisas boas e sim para as más? Falta de fé sem si mesmo? Falta de coragem? Falta de auto-estima?

Desde tempos remotos a sabedoria popular diz "que só ganha queijo quem tem vaca", "que um abismo leva a outro abismo", "que a água corre é pro mar", e então, se os afins se atraem, se coisa boa atrai coisa boa e coisa ruim atrai coisa ruim, vamos dar um jeito de atrair coisas boas.

Vamos acreditar mais em Deus, que tudo pode! Vamos acreditar mais em nós, que fomos criados por Deus e n´Ele podemos tudo! E que temos sim a força em nós – a fé! A fé pra fazer as coisas boas que queremos e de que precisamos acontecer. O que quer que seja que colocamos em nossa cabeça ser e fazer pode ser. Somos os maiores responsáveis por nossas conquistas, então, vamos à luta. Vamos à luta contra nosso conformismo e falta de atitude positiva diante da vida e de nós mesmos. Somos providos de muita inteligência e podemos aprender mudar, evoluir, vencer e sermos felizes. Muito felizes e realizados!

E quanto à idade? Por que a associamos à velhice? Por que contamos os anos como se contássemos quando tempo falta pra morrer? Isso também é coisa da nossa cabeça! A quantidade de anos vividos só diz respeito à velhice quando em nossa mente somos velhos. Porque temos a idade que acreditamos ter. E se associamos a idade à velhice, vêm com ela todas as doenças de velhos. E se as aceitamos como coisa da idade, nossas defesas naturais despencam e acabamos nos entregando às doenças. Não que um dia elas não cheguem, afinal, não teremos um corpo livre do desgaste do tempo. Mas deixa isso com o tempo, não precisamos acelerar com nosso pessimismo. Meu médico disse que há alguns anos parou de contar o tempo pra frente, agora ele volta pra traz, e está se sentindo cada vez mais bem disposto e feliz, que tem melhorado até sua aparência - apesar dos 33 anos de profissão se sente cada dia mais vivo e jovem. Que números são só números.

Vamos viver mais e com mais intensidade, nos desprendemos das idéias que incutiram, milenarmente, em nossa cabeça.

Fora com os rótulos e estereótipos – nós somos, valemos e podemos ir bem mais além.

O médico até me passou dieta, mas decidi que vou é tirar da minha cabeça que estou gorda. Pois não estou – isso é mais uma coisa da minha cabeça. O peso que ganhei na gravidez foi por causa da minha cabeça. Eu aceitei as frases: "Nossa! Você está de repouso? Vai engordar muito, hein?" "Grávida de novo? Ichi! Vai engordar muito" "Quem tem pouco intervalo entre uma gravidez e outra, engorda muito". Vou é voltar a pensar como antes – ter cabeça de magra. Eu comia feito uma frieira, aliás, era assim que muitos me chamavam, e não engordava. Muita gente me perguntava e até brincavam comigo, que de tanto eu mastigar não engordava. E comia de tudo mesmo! Sempre fui amante de leite condensado, chocolate e massas, e me mantinha em forma e feliz com meu corpo.
Já que tudo vem mesmo do que pensa a nossa mente, vou é mudar minha forma de pensar e deixar de lado a culpa por comer o que quero e gosto. E em breve, muito em breve, naturalmente, estarei magra de novo. E sem abrir mão de um dos maiores prazeres da vida, que é comer bem. Claro: de forma balanceada por causa da saúde, mas sem restrições mirabolantes e privações.

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