Novas portas

Andava cheia de planos, tínhamos, finalmente, decidido como resolver um problema que nos aflige há alguns meses. A solução era palpável e certa, inclusive com data marcada para o primeiro passo, ontem. Estava um tanto feliz e já planejávamos o segundo passo que ocorreria no final da semana. Mal podia esperar pra dentro de alguns dias teríamos um problema a menos, uma conquista a mais, poder fazer aquela ligação que, acredito, deve estar sendo muito ansiada e, então partir, segura e realizada, para o passo seguinte, que nos daria plena satisfação e muitos passeios em família. Passeios estes, com os quais já venho sonhando há tanto tempo, pois não é fácil sair por aí com dois bebês. Tomei um imenso banho de água fria.
Aliás, fria não, praticamente, gelada mesmo. Fiquei meio sem rumo e frustrada com a negativa – só será possível, provavelmente, no início de novembro.
Como é ruim essa sensação de perder o apoio dos pés e ter vontade de gritar e chorar em um lugar que não se pode. Como é angustiantemente sufocante esse sentimento desalentador de derrota, fracasso e impotência. Pior ainda, é ter que compartilhar a má notícia com quem, assim como eu, via nessa alternativa, a melhor saída e também fazia mil planos.
Mas não vou me abater não. Vou é sacudir a poeira e prosseguir. Lembra do meu jardim? Vou continuar cuidando dele. E as borboletas ainda não aparecer. Já tenho tantas flores: tenho dois filhos lindos, um marido maravilhoso, um lar feliz com muita saúde e paz. Preciso de mais o quê? Preciso, quero e anseio por muitas outras coisas. Mas sou feliz e grata por tantas outras que já tenho.
Não desisti da guerra – ela é diária! Quando uma porta se fecha, dizem que se abrem outras, e o que peço a Deus é que tire dos meus olhos a venda, pra que eu enxergue essas outras saídas e entradas que Ele, com certeza, já tem pra minha vida.

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