O Caçador de Pipas



Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.

O caçador de pipas, livro que já vendeu mais de 2 milhões de exemplares só nos EUA, está sendo considerado o maior sucesso da literatura mundial dos últimos tempos. Não é pra menos! Li e realmente recomendo.

Tem uma linguagem de fácil compreensão, uma narrativa envolvente e trata de um assunto contemporâneo. É uma oportunidade de conhecer um pouco dos costumes e motivações de um povo pelo qual passamos a ter muito preconceito desde o ataque às torres gêmeas em Nova York - os mulçumanos - que na minha opinião, têm sofrido de forma generalizada pela ação de alguns grupos extremistas e fanáticos.

Fico a pensar na realidade da vida desses afegãos, civis, que não apoiam as atrocidades cometidas pelo Talibã, que se tornaram orfãos desde a invasão russa e que não têm mesmo muitas esperanças, nem escolhas, nem verdadeira noção dos fatos, já que muitos se criaram pelas ruas, passando muitas dificuldades e sofrendo mazelas sem fim.

Penso em que tipo de pessoas estam sendo formadas, que nunca souberam o que é uma vida estável, com perspectivas agradáveis, com família, alimento, proteção e paz. Penso que eles não têm culpa por serem quem são. E que talvez, nós, povo americanazido, que se considera culturalmente mais avançado, tolerante e racional, se exposto a tantos fatos ruins, nos tornássemos ainda mais fanáticos que eles por qualquer coisa que se apresente como uma saída para a glória.

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