O que as mulheres querem no trabalho?

Achei esse texto simplesmente demais! Tá certo que alguns desejos são mesmo estranhos, mas cá entre nós, vários são um tanto possíveis.

Por Cynthia de Almeida

Só temos 8% de mulheres na presidência das 100 Melhores Empresas para Trabalhar. Mas vem aí uma geração de garotas que pode inverter essa equação e impor novos valores ao modelo corporativo: liberdade, flexibilidade e foco em desenvolvimento pessoal. E um ambiente com o design e a temperatura que a gente merece
'Na nossa empresa nós não discriminamos os funcionários homens!'
A declaração é de Janete Ana Ribeiro Vaz, presidente do Laboratório Sabin, eleito no mês passado A Melhor Empresa para a Mulher Trabalhar entre a lista das 100 Melhores do instituto de pesquisa internacional Great Place to Work (GPTW), publicada pela revista Época.
A frase bem-humorada de seu discurso de agradecimento ao prêmio não contém sarcasmo. Mas é a piada feminista irresistível em um raro ambiente corporativo em que a equação do gênero no comando se inverteu a nosso favor. Para ter uma idéia, a lista das 100 melhores brasileiras tem apenas 8% de mulheres presidentes.
É muito pouco. Nesse ritmo, antes que as representantes da geração boomer (que tem hoje entre 45 e 55 anos, a média de idade dos executivos no poder) alcancem afinal suas escrivaninhas no andar mais alto da pirâmide hierárquica, suas potenciais sucessoras (X e Y) já terão outros valores de carreira em mente. Ou seja, nós nem chegamos lá e o atual modelo de corporação pode já estar com data de validade prestes a vencer.
Onde as meninas vão querer trabalhar nas próximas décadas? Como é a empresa ideal da nova geração? Em uma pesquisa informal (perdão, GPTW) fiz essas perguntas a algumas garotas entre 18 e 25 anos. As respostas são inspiradoras. Atenção RHs: elas querem liberdade de criação, desenvolvimento pessoal, empreender projetos paralelos, horários flexíveis, design amigável e tecnologia de ponta. Mas também aula de pilates, sala de meditação, refeições light, consultoria de imagem e butiques de sapatos. O que elas querem na empresa em que gostariam de trabalhar:
Flexibilidade é a prioridade. Mas também curso de culinária japonesa, consultoria financeira, babás 24 horas e aula de pilates
Ajuda com a dieta. Copa para preparar lanchinhos, com geladeira para frutas e microondas para esquentar o almoço light.
Aula de pilates. Com professor individual.
Maquiador e cabeleireiro para dar um up no visual de manhã ou nos socorrer antes de uma reunião inesperada. Tudo de graça, evidentemente.
Transporte da estação de trem ou metrô até a empresa. Assim dá pra vir de transporte público sem detonar o salto alto.

Babás de confiança para os dias em que for preciso trabalhar até mais tarde.

Suprimento de chocolates variados, para os momentos de maior estresse.

Trabalhar em casa alguns dias por semana, levar as crianças para o trabalho.

Apoio para fazer cursos, viagens de estudo, se desenvolver. As mulheres têm múltiplos interesses, conseguem olhar para muitos assuntos ao mesmo tempo.

• Durante o verão, poder sair mais cedo na sexta-feira.

• Ter uma lojinha de sapatos a que recorrer para compensar alguma eventual frustração ou um dia difícil.

Curso de fotografia, culinária japonesa ou dança de salão (a firma pode não entender por que vai ajudar no emprego a mulher fazer esses cursos, mas vai).

Ambientes de trabalho mais bonitos. Não dá para investir em design, cadeiras e equipamentos, alguns sofás confortáveis, uma iluminação bacana, natural?

Incentivo para que eventuais casais que trabalhem na mesma empresa alternem seus horários de trabalho para cuidar das atividades do lar.

Abertura para nossas sugestões e participação ativa nos projetos e eventuais mudanças na empresa.

Estimular planos individuais e a formação de grupos mistos voltados para criação de novos projetos dentro da empresa.

Ter uma consultora de imagem para ajudar as funcionárias a se vestir.

Colegas de trabalhos gentis, solteiros e bonitões!

Área de investimentos financeiros dentro da empresa ou setor de orientação financeira e economia do lar.

Ar-condicionado ajustado na temperatura feminina (muito menos frio do que os engravatados precisam).

Cobertura plástica ou de papel no assento do banheiro - em vez de se equilibrar para fazer xixi, é só apertar o botão ou forrar o vaso.

Equipamentos tecnológicos de ponta (e ótimas cadeiras).

Estações de trabalho com alguma privacidade e à prova de som. Quem inventou os cubículos abertos e devassados certamente foi um homem.

Flexibilidade, flexibilidade, flexibilidade.

Fonte: Revista Criativa

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