Você está ganhando bem?

Você está ganhando bem?

Confira o que deve ser levado em consideração na hora de fazer as contas

Recebeu uma nova proposta de emprego? Anda pensando em pedir um aumento para o chefe? Seja em situações como essas, seja simplesmente para saber se o seu salário está na média do mercado, saiba que não dá para levar em consideração apenas o valor bruto de base que aparece no contra-cheque (veja os valores de referência por mês e por hora para 54 cargos na pág. 116). "A remuneração de um profissional é, em geral, composta por salário fixo, variável e benefícios. Todos os itens devem ser ponderados na avaliação do patamar financeiro", afirma Patricia Molino, sócia da Human Resources Advisory Services (HRAS), da consultoria KPMG.

Assim, para quem é registrado em carteira, é preciso incluir na conta benefícios básicos como férias, 13o_ salário, plano de saúde e vale-alimentação, além dos extras, como plano de previdência privada, cursos, celular, carro e notebook. Quem é autônomo, por outro lado, deve considerar a quantia que vai desembolsar do próprio bolso para ter benefícios como plano de saúde, o 13o_ salário e férias. Qual o melhor pacote? Não existe uma resposta única. "Essa é uma avaliação que depende de particularidades de cada profissional", diz Patricia. Como exemplo, ela cita o plano de saúde, que tem um impacto diferente para um profissional solteiro e para outro casado, com quatro filhos.

Seguro de vida ou bolsa de estudo?

Várias companhias estão adotando o sistema de benefícios flexíveis. Nessas situações, é oferecido um pacote ao profissional para que ele escolha livremente as opções que mais lhe interessem. O funcionário pode decidir pela troca de um seguro de vida por uma bolsa de estudo, por exemplo. Veja o caso de um curso de pós-graduação. Se a empresa bancar 75% de uma mensalidade de 700 reais, o funcionário embolsa um benefício de 525 reais. "Esse valor deve ser levado em consideração na conta final", diz Carlos Luiz Aguiar, diretor da consultoria paulista Millenium RH.
As políticas variam bastante de empresa para empresa. "Hoje, a remuneração total pode chegar a até 30% a mais em relação ao salário-base", afirma Neli Barboza, gerente de recrutamento e seleção da Manager Assessoria em Recursos Humanos. "O inverso também pode acontecer com empresas que pagam acima do mercado, mas não têm uma política de recompensa competitiva. Isso gera desmotivação e um número maior de rotatividade de pessoal", diz.

Além de benefícios financeiros, a identificação com a cultura da empresa e a oportunidade de participar de projetos com novas tecnologias, ou em áreas de vanguarda, podem valer mais que 10% ou 20% de aumento. Também é preciso considerar as possibilidades de ascensão. "Existe hoje uma tendência de que os profissionais mais bem pagos são aqueles que estão ligados ao negócio da empresa", diz Irene Azevedo, sócia-diretora da Mariaca & Associates. "Não importa se o profissional é um analista de sistemas ou um técnico. Se ele estiver integrado com a estratégia da empresa, poderá desempenhar outras responsabilidades e, conseqüentemente, receber mais", afirma.

Salário de programador
Veja como varia o valor pago por hora para programadores — em dólares

Brasil - de 10 a 20
Índia - 24
Estados Unidos - 60

Fonte: Gartner
Salário Variável

Os benefícios de participação nos lucros devem ser levados em consideração na hora de fazer a conta se você tem ou não um bom salário. "O salário-base por si só não segura mais os bons profissionais. É preciso somar benefícios e bonificações eventuais", diz Alberto Brisola, diretor de recursos humanos da Oracle. Uma pesquisa do Grupo Catho mostra que em 2005 a média de remuneração variável dos profissionais especializados ficou em 8% do salário-base, em 10% para os supervisores, em 20% para os gerentes, em 24% para diretores e em 35% para presidentes. Em geral, esse tipo de ganho está vinculado ao cumprimento de determinadas metas na empresa.
Numa pesquisa da consultoria paulista Lopes & Borghi Consultores Associados, realizada com 1 539 profissionais de 56 empresas de tecnologia no Brasil, 65% das companhias declararam possuir um plano formal de participação nos lucros. Na Microsoft, por exemplo, há uma filosofia de remuneração denominada Total Compensation, que é aplicada a todos os funcionários. Ela é composta por quatro pontos: salário-base, salário variável, incentivos de longo prazo e benefícios. "Todos têm direito ao salário variável e aos incentivos, conforme as regras de cada área", diz Silvio Paciello, gerente de recursos humanos da Microsoft. "É uma forma de mantermos o turn over baixo." O cálculo de turn over, ou seja, a rotatividade de pessoal (em especial as saídas de bons empregados), é feito considerando o número total de desligamentos em relação à média anual do total de funcionários. "Trabalhamos com uma motivação contínua, para manter os bons funcionários por muito tempo", afirma Paciello.


4 dicas para pedir aumento
Chegou à conclusão de que seu salário anda em baixa em comparação com a média de mercado? Veja como se preparar na hora de pedir um aumento para o chefe

1. Faça um relatório com a média salarial do seu cargo no mercado de TI e a média paga pela sua empresa.

2. Leve em conta o tamanho da empresa em que trabalha — incluindo o seu faturamento e o volume de dívidas, se houver. Se está numa empresa pequena, não adianta querer ganhar o que a Microsoft paga.

3. Compare seu desempenho com os resultados obtidos pela empresa. Mostre como a sua área eo seu desempenho individual contribuíram para a boa performance da companhia.

4. Se o aumento for negado, tente negociar benefícios como notebook, celular, carro ou bolsa de estudo.

Fonte: Revista Info

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