sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dia Mundial do Diabetes


Monumentos serão iluminados de azul - Acima Praça 7 em BH

Em todo o mundo, estima-se que haja 246 milhões de pessoas com diabetes. Até 2025, esse número deve chegar a 380 milhões, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês), entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para chamar atenção da população para o combate à doença, nesta sexta-feira, Dia Mundial do Diabetes, mais de 800 monumentos ou prédios em todo o mundo serão iluminados, especialmente com a cor azul. É o caso do Sydney Opera House, na Austrália, e do London Eye, em Londres.

No Brasil, pelo menos 50 locais vão contar com a iluminação, como o Elevador Lacerda, na Bahia, o Maracanã e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Masp, em São Paulo.

O símbolo global do diabetes é o círculo azul, desenvolvido como parte da campanha mundial de conscientização "Unidos pelo Diabetes" em 2007. O círculo simboliza a vida e a saúde; o azul reflete o céu que une todas as nações.

Prevalência

Até 2025, o Brasil deverá passar do oitavo para o quarto lugar no ranking mundial de pessoas maiores de 18 anos com diabetes, segundo o Ministério da Saúde. O número de brasileiros nessa faixa etária que vivem com a doença chegará a 17,6 milhões - quase 2,5 vezes mais que os atuais 7,3 milhões de adultos. O aumento significa cerca de 650 mil novos casos por ano.

"Outra questão preocupante é o fato de que para cada indivíduo diagnosticado diabético existe outro que é portador da doença sem saber", explica o médico João Regis Carneiro, membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.

O diabetes tipo 1, típico da infância e adolescência, está crescendo mundialmente, segundo o IDF, cerca de 3% ao ano nessa faixa de idade, notadamente na fase pré-escolar. No Brasil, não há estatísticas sobre esse tipo de diabetes, mas estima-se que o número esteja em torno de 600 mil portadores.

Pré-diabetes

Há pessoas que não são diagnosticadas como diabéticos, mas têm índices de glicemia (glicose no sangue) fora da normalidade (glicemia de jejum maior que 100 e menor que 126 mg/dl). Esses indivíduos teriam maior potencial para se tornarem diabéticos. "O número de pessoas portadores de pré-diabetes seria equivalente ao de diabéticos", diz Carneiro.

Sinais de alerta

Muitas pessoas têm diabetes e não sabem por que não apresentam nenhum sintoma. Isso é freqüente no tipo de diabetes que aparece no adulto (tipo 2).

Veja alguns fatores de risco para desenvolver a doença:

- ter parentes (pais, irmãos, tios etc) com diabetes;

- ter excesso de peso (especialmente abdominal);

- ter vida sedentária;

- ter mais de 40 anos;

- ter pressão alta e taxas de colesterol e triglicerídeos elevados;

- fazer uso de medicamentos diabetogênicos (que pode levar ao diabetes, como corticóides e anticoncepcionais, entre outros);

- no caso das mulheres, ter tido filhos pesando mais de 4kg, abortos ou filhos nascidos mortos.

Estudos mais recentes têm mostrado que a síndrome da apnéia do sono e a esteatose hepática (infiltração gordurosa do fígado) também podem ser considerados fatores de risco.

"Idade e herança genética são fatores de risco que não podemos controlar, por isso é importante investir no que é possível evitar, como o fumo, o sedentarismo e o excesso de peso", enfatiza o cardiologista Silvio Reggi, da Universidade Federal de São Paulo.

Mais informações sobre a doença e as comemorações do Dia Mundial do Diabetes podem ser encontradas no endereço http://www.diamundialdodiabetes.org.br/.



Fonte: Uol

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