quarta-feira, 8 de julho de 2009

Alegrou-me


Dinâmica de grupo é momento de tensão pra maioria das pessoas: ter de falar sobre suas vidas, na frente de um monte de desconhecido pode incomodar, e muito, principalmente, os mais tímidos. Mas tirando a canseira que esses momentos me dão - sinceramente: aguentar umas vinte pessoas contando em detalhes suas vidas, preferências, qualidades e aspirações, cansa - até me divirto. Gosto de observar tipos diferentes, reações exageradas, roupas inadequadas e pretensões diversas.
Ideias pra muitos textos é o que não me falta nesses dias de busca ao emprego, posso garantir.
Passo os olhos ligeira ou pausadamente sobre cada um, escuto atentamente seus relatos e percebo que estão absurdamente corados, suando, trêmulos, com voz embargada e que se revelam tão gagos quanto um de nascença.
Alguns me surpreendem, pois se mostram tão fechados e sérios antes de abrir a boca e quando o fazem disparam a falar como uma metralhadora. Outros, com vestes coloridas e cheios de atitude nos acessórios mal conseguem dizer o nome e mais três rápidas e diretas frases repletas de insegurança e ansiedade.
Dia desses, no mesmo grupo dos homens que sonham em se casar (e que nem passaram dos 30!), tinha uma garota que falou tudo muito rápido, claro e com tom de voz calmo, mas ao acabar de dizer me cobriu de elogios dizendo: "Ai! Eu não queria ser tão objetiva e ansiosa. Eu queria ser como ela (E apontou pra euzinha!). Ela fala bem, desenha a própria história e ainda cativa as pessoas que estão escutando", e muitas outras coisas que nem me lembro direito, tamanha a felicidade de receber tantos elogios de uma vez - e de uma desconhecida.
Gente! Não há ego que regista, não é mesmo? Me senti a "tal", o centro das atenções. Quando deveria estar "vendendo o peixe" dela, a garota usou maior parte do tempo que tinha pra elogiar minhas habilidades. Não preciso dizer que inflou minha auto confiança e segurança, preciso?
Passei o resto da reunião cheia de contentamento, alegria.
Como faz bem outros enxergarem em nós qualidade! Como isso nos dá motivação e força!
No que é que isso resultou? Ainda não sei. Continuo nesse processo seletivo e já passei por mais 2 etapas, agora é a pior parte: esperar. Eu não gosto de esperar. Gosto de fazer, de acontecer e ver as coisas acontecerem.
Enquanto espero, curto essa música linda:

Um comentário:

Talvez Você Tropece nisso.... disse...

com certeza processos seletivos são complicados...e o medo faz com que se fique nervoso...mas é preciso não deixar transparecer...é que nem desfile...antes de entrar na passarela a gente fica nervosa....mas quando eu entro(no meu caso) eu esqueço daquele nervoso ele some...e só volta quando eu volto ao backstage,....estranho né???
bjokas florrr...curti muito teu blog