Sol e chuva em minh´alma




Dia chuvoso, brisa fria e sonolenta
Vontade de sol e claridade
Sair, brincar e dançar
Porque assim, fechado, nublado e calado
Mais parece ser que estamos em Finados
Chega! Chega de cair essa água que mata e machuca
Que tira sonhos e apreensivos nos deixa
Que faz escorrer planos e perder as estribeiras
Que molha além do que pensamos precisar
Por acaso o que eu acho vale? Sei eu de que tanto chuva careço?
Se nem sei bem do que é que preciso
Se quero tanto tantas coisas
Se minhas noites estão confusas
Se acordo pensando que as 24 horas não me bastam
Se adormeço calculando até pensamentos pra fugir da escassez
Se repito a mesma música em silêncio
Se lamento cada perda e me pego chorando sem motivo
Se comemoro como adolescente cada recomeço e rio sozinha sem explicação
Se pareço uma mulher resolvida, mas internamente estou em guerra
Que sei eu da chuva, então?
Apenas que lá no Amazonas faria mais bem que aqui, ao menos hoje
Que o sol brilhando e queimando secaria até minhas memórias
Tiraria o cheiro de "cachorro molhado" e daria menos tempo pra ficar melancólica
Tô pensando que alguma coisa em mim está a um passo de renascer...
O sol bem que podia chegar e apressar isso...
Minha alma aguarda cheia de expectativa...
Alma sim! Profundo! Bem dentro! Assim como tudo que amo: intenso!
Porque "Morno não faz nem chá"
Anseio...

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