Disse que disse e etc


Uma coisa que me deixa furiosa é o mau uso das palavras.

Não digo que sou santa, não. E sei que apesar de quase sempre ter boa memória, às vezes a correria me faz cometer deslizes e esquecimentos. Por isso tento anotar tudo!

Anoto com que pessoas falei e que preço passei, anoto as pessoas com as quais preciso falar e todos os detalhes que podem me ajudar nessas horas. Anoto com o que gastei meu dinheiro, quais contas deixei de pagar e quais ainda vão vencer. Tem vezes que só eu entendo o que anoto, devido a pressa em escrever, ler emails, conversar msn, falar ao telefone e ainda resolver algo pessoalmente - tudo ao mesmo tempo.

Mas algo que não é do meu feitio é inventar que disse ou que não disse - isso não! Procuro ser bastante clara e reforçar os pontos em que preciso me fazer entender. Gosto de coisas claras, de jogar limpo e faço disso uma marca. Não tenho problemas em assumir quando erro ou esqueço - melhor que ser surpreendida e não corrigir, né.

Isso chega a me atrapalhar, pois tem verdades que digo das quais acabo me arrependendo, pois o outro não teve maturidade pra escutar. Tipo, pede a verdade, mas já tinha uma verdade "pré-definida" que estava disposto a aceitar. Já estou me vacinando pra não dizer verdades completas por aí, pra evitar ser mau vista, mau quista e indelicada.

Mas quando tentam colocar palavras na minha boca tenho vontade de soltar verdades nuas e cruas, como avalanches de sinceridade. Pena não ser possível! Pena as boas maneiras, a ética e a vida em comunidade não me permitirem essa liberdade.

Tenho uma amiga exatemente assim. Ela fala o que pensa de tudo! É 8 ou 80! Ou é amada - meu caso e de tantos outros que lidam bem com seus próprios defeitos (porque ela joga na cara mesmo), ou odiada (por gente que pensa pequeno e acha que o mundo gira em torno de si e que amigos são os que falam o que querem escutar). Ela é livre! Fala o que a gente precisa ouvir.

Ai! Será que algum dia terei coragem de romper com as meias verdades e com a dependência desse mundo em que a gente age tanto mais por conveniência que por convicção... Posso contar nos dedos as pessoas com as quais sou inteiramente sincera.

Me sinto hipócrita quando engulo uma verdade e a mascaro pra não ferir. Será que estou ajudando ou priorando as coisas, hein...

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