sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Frase pra pensar


"Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste."

Fernando Pessoa

Estou aqui pensando e não consigo concordar exatamente...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um sonho possível


O dia está muito lindo!

Sol quente, pessoas com roupas mais leves, coloridas e cheias de vontade de vencer as batalhas cotidianas. Sou uma dessas que não desiste nunca! Que acredita sempre ser possível algo melhor e maior. Sou do tipo que não costuma ficar mal humorada, apesar de ser possível que em algum momento isso ocorra, mas que faz disso uma exceção, pois procuro sempre ver o lado bom das situações, das pessoas e circunstâncias.

Assisti ontem ao filme Um Sonho Possível, aquele pelo qual a Sandra Bullock ganhou o Oscar de melhor atriz – não acredito que demorei tanto pra ver esse filme! Sei lá, acho que pensei ser só um dramalhão estilo 2 Filhos de Francisco, que é bom, sem chegar a ser ótimo, e conta a história sofrida de alguém que alcança o sucesso. Mas me surpreendi com a história de Michel Oher, jogador de futebol americano de quem o filme conta como foi encontrado na rua pela personagem da atriz, que cuidou dele e transformou sua vida.

O que mais mexeu comigo não foi exatamente a história do jogador, mas as decisões e conduta da decoradora interpretada por Sandra – ela o acolheu sem preconceitos, o amou e defendeu de tudo e todos de uma forma ímpar. Muito lindo esse comportamento – arriscado até, pois abrigar um desconhecido pode apavorar e significar perigo real, a aceitação pelos outros membros da família, o suporte dado pela mãe adotiva para a superação da dificuldade de aprendizado e a forma como ela soube retirar o melhor dele, fazendo-o se tornar um excelente jogador e uma pessoa de sucesso.

Indico esse filme a todos que ficam colocando barreiras antes mesmo de tentar e àqueles que se escondem atrás do preconceito idiota contra pessoas de outra cor e classe social. Fiquei pensando em como rotulamos os outros e aceitamos os rótulos que nos colocam, em como fazemos tão pouco pelos outros pensando que estamos nos protegendo, quando na verdade estamos deixando de nos permitir crescer através da doação do nosso tempo e afeto – porque nem tudo precisa ser medido em cifrões, apesar de saber que dinheiro ajuda.

Não sou hipócrita de dizer que agiria como a decoradora do filme, mas admito que eu preciso rever meus conceitos e procurar ser uma pessoa que faz mais pelos outros, e entenda-se por esses “outros”, pessoas que estão fora do meu círculo de amizades, porque se já é difícil fazer o bem pra quem conhecemos, imagine pra quem nem conhecemos? Damos muitas desculpas: o perigo, medo da violência, falta de tempo, nossas outras prioridades, não saber o que fazer para ajudar, etc. Serve como exemplo uma mulher que conheço: recebe salário mínimo onde trabalha de segunda a sexta-feira, complementa renda fazendo faxinas como diarista, cuida da casa, do marido e filhos, mas separa a manhã das quartas-feiras servir como voluntária num asilo do bairro. Admirável exemplo a ser seguido!

Fazer o bem a outros nos dá uma satisfação tão grande!!!! Somos os maiores beneficiados - pode ter certeza!