quarta-feira, 27 de julho de 2011

Amigo de ocasião

Dia 20 comemoramos o Dia do Amigo e estava refletindo sobre as pessoas que passam pela nossa vida...

Amigo de ocasião ou mais diretamente, por conveniência? É. É difícil aceitar, admitir e principalmente, conviver com eles. Mas como assim? Não se espante. Nem fique muito admirado, pois talvez você também seja amigo (ou considerado por alguém) apenas por algum interesse repentino, ou mesmo durador. 

Tem gente que de cara a gente se identifica, tem traços que nos são agradáveis, com elas nos sentimos seguros, aprendemos ou simplesmente recebemos tanta energia boa que gostamos de estar perto delas, essas afinidades crescem e quando nos damos conta estamos cada vez mais próximos e laços de amizade são notáveis, inseparáveis. Passamos o máximo de tempo juntos – mesmo que isso signifique alguns minutos, e realmente gostamos dessas pessoas, se a correria do dia-a-dia nos afasta um pouco, dói, mas basta passarmos alguns minutos ao telefone ou passar um pelo outro que a cumplicidade reacende e horas ou até anos de distância são eliminados como se nunca houvessem existido, pois nos entendemos no olhar, nos respeitamos e queremos sempre o bem um do outro. São nossos amigos queridos. De verdade. 

Exatamente por estarmos o tempo todo ligadas, trabalhando estudando e precisando de apoio, não raramente nos apegamos, ou se apegam à gente, pessoas que nem tem tanta afinidade assim, que nunca visitaram nosso lar ou sequer sabem os fatos mais importantes da nossa história, mas que por força de ocasião, medo da solidão, necessidades na carreira ou sei lá o quê, tornam nossos amigos por conveniência. A gente nem gosta tanto (ou a rotina não deixou a gente perceber isso), mal se importa com seus problemas pessoais (o que é um erro, pois isso também é cuidado), ele nem sabe nosso prato favorito (porque a gente não conta, despreza conversar sobre o que não seja bem fútil ou completamente útil pra carreira), quais os nossos maiores sonhos (medo da inveja ou concorrência - puramente), o que nos irrita profundamente (porque mantemos a linha e o autocontrole o quanto for possível, pra não demonstrar fraqueza) e qual nossa principal qualidade (culpa dele ou nem mostramos?), mas está sempre perto, nos faz companhia no almoço, nos liga pra pedir conselhos, conta piadas pra melhorar o astral e nos ajuda a escolher o presente do dia das mães. 

Tá certo que isso não é ser amigo de verdade, e que, compará-los aos nossos amigos tradicionais é quase uma ofensa (será?), mas ele, o amigo de ocasião tem lá seu valor, sim senhor. A gente deve dar a essas pessoas que nos servem de suporte um lugar mais especial que de conhecidos ou parte da nossa rede de contatos. O que vocês acham? Não gosto da nomenclatura "contatos" por si só para todos os que não são tão íntimos e seletos. Muitas vezes estão tão mais perto e são responsáveis por nos colocar "pra frente" bem mais ativamente que tanta gente de mais importância no nosso roll de amigos e entes queridos. 

Eu, pra citar apenas um exemplo, tenho em alta conta um ex-colega de trabalho com quem não falo há cerca de cinco anos, e que não vejo há quase 10 anos. Absurdo! Ele foi o cara que me botou pilha pra eu parar de perder tempo na minha vida vendo novela e ficando de papo pro ar após o horário comercial e corresse pra faculdade, pra cuidar do meu futuro profissional e parar de esperar pelas boas condições, mas criá-las. Tem outro nome pra isso que não seja amigo? Acho difícil encontrar e assim o considero. Muita gente de quem eu esperava receber esse empurrão viu apenas as pedras que eu teria no caminho: "é caro estudar", "será que você vai dar conta?", "trabalhar e estudar não é fácil, vvocê vai ver?" e etc. Pena que perdemos contato e nem sei mais por onde ele anda passados tantos anos e tantas mudanças na vida profissional e pessoal, principalmente... 

Quantos amigos assim você tem, hein? 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vida em Reforma

Meu sumiço por aqui não é falta de tempo, apesar dele estar sempre escasso, nem falta do que dizer, pois os pensamentos movimentam-se intensa e freneticamente em minha cabecinha. Mas é falta de foco, de direção, de descisão. Não quero sair por aí derrubando pra todos os lados as coisas que sinto e penso, preciso pensar mais que falar, e agir também, e principalmente.

Queria (aliás, quero, pois é pra frente que se anda), mudar meu corpo e meu comportamento. Já mudei muito, só que nem toda mudança é benéfica. Meu corpo, por exemplo, após a gravidez do Samuel mudou pra pior, ganhou contornos recheados de flacidez e gordura localizada (a dieta dos pontos e 2 horas diárias de academia são meus melhores amigos no momento, planos com data: a partir de amanhã, quando tenho avaliação física, que promete ser assustadoramente reveladora).

Nossa vida e relacionamentos também mudam, e quase sempre pra pior. Lembra quando você era novo, com menos resposabilidades e podia se dar ao luxo de dormir até mais tarde ou depois do almoço? Agora o trabalho me faz acordar cedo pra não ficar "agarrada" no trânsito, dormir tarde, pois preciso cuidar da casa, curtir filhos e marido, organizar mochilas do dia seguinte e ainda perder o sono no meio da noite com idéias e soluções de problemas pra resolver. E graças a Deus que tenho trabalho! Pois se não tivesse um, não teria o que comer, nem paz pra dormir preocupada com as contas e procurando oportunidades.

E quando a gente é criança a mãe manda a gente ir dormir e adiamos esse momento ao máximo... Ah se soubessemos como esses momentos seriam raros na vida adulta...

Lembra como nossas amizades eram firmes e os momentos de conversa com nossos entes longos e adoráveis? Agora nos comunicamos mais por e-mail, twitter e facebook. Tanto que quando os revemos assustamos com as mudanças na fisionomia, com as rugas que aparecem e em como já não nos dedicam tanta atenção. E nós, nós também não priorizamos e mal temos tempo pra curtir, cuidar e ser suporte pra pessoas que nos são tão queridas.

Torço pra fazê-lo antes que seja tarde demais... Os dias, meses e anos passam tão rápido...

Qual sua prioridade? Quais seus planos pra mais tarde? Quais pessoas mais importam e o que mais importa conseguir, hein?

Cuidado! Cuidado pra fazer em demasia o que os outros acham que você precisa e deixar de lado o que você realmente quer. Cuidado pra não se emprenhar em ter, em comprar em adquirir e em realizar coisas que são passageiras (ano que vem você vai querer outras coisas novas e substituir tudo).

Tempo não volta atrás e o que fazemos hoje molda nosso futuro. Deixar os amigos e família em segundo, terceiro ou plano nenhum pode te fazer acabar solitário e doente. Doente de saudade, de arrependimento e de tristeza. O que nos preenche e faz rir são os momentos que temos com pessoas que nos são importantes.

Saia da rotina!

Encaixe na agenda passeios com seus filhos e brinque de tudo um pouco: bola, bicicleta, papagaio, pique-esconde e etc, faça visitas sem agendamento a tias e tios que há muito tempo não vê, pegue o telefone e ligue pra aqueles amigos que você não encontrar e marque uma viagem, uma pizza ou mesmo uma caminhada no final da tarde.

Recuperar o tempo perdido é bobagem, e foi mesmo necessário essa correria toda: trabalho, faculdade, casa e etc. Mas agora chega de correria. Comece hoje a ter tempo aproveitado com qualidade e acumule momentos maravilhosos e eternos. A gente merece ser ainda mais feliz! 

Eu estou em reforma: corpo, atenção a relacionamentos e vida mudando de foco e de direção. E sabe o mais importante? Deus está me ajudando nisso!