Amigo de ocasião

Dia 20 comemoramos o Dia do Amigo e estava refletindo sobre as pessoas que passam pela nossa vida...

Amigo de ocasião ou mais diretamente, por conveniência? É. É difícil aceitar, admitir e principalmente, conviver com eles. Mas como assim? Não se espante. Nem fique muito admirado, pois talvez você também seja amigo (ou considerado por alguém) apenas por algum interesse repentino, ou mesmo durador. 

Tem gente que de cara a gente se identifica, tem traços que nos são agradáveis, com elas nos sentimos seguros, aprendemos ou simplesmente recebemos tanta energia boa que gostamos de estar perto delas, essas afinidades crescem e quando nos damos conta estamos cada vez mais próximos e laços de amizade são notáveis, inseparáveis. Passamos o máximo de tempo juntos – mesmo que isso signifique alguns minutos, e realmente gostamos dessas pessoas, se a correria do dia-a-dia nos afasta um pouco, dói, mas basta passarmos alguns minutos ao telefone ou passar um pelo outro que a cumplicidade reacende e horas ou até anos de distância são eliminados como se nunca houvessem existido, pois nos entendemos no olhar, nos respeitamos e queremos sempre o bem um do outro. São nossos amigos queridos. De verdade. 

Exatamente por estarmos o tempo todo ligadas, trabalhando estudando e precisando de apoio, não raramente nos apegamos, ou se apegam à gente, pessoas que nem tem tanta afinidade assim, que nunca visitaram nosso lar ou sequer sabem os fatos mais importantes da nossa história, mas que por força de ocasião, medo da solidão, necessidades na carreira ou sei lá o quê, tornam nossos amigos por conveniência. A gente nem gosta tanto (ou a rotina não deixou a gente perceber isso), mal se importa com seus problemas pessoais (o que é um erro, pois isso também é cuidado), ele nem sabe nosso prato favorito (porque a gente não conta, despreza conversar sobre o que não seja bem fútil ou completamente útil pra carreira), quais os nossos maiores sonhos (medo da inveja ou concorrência - puramente), o que nos irrita profundamente (porque mantemos a linha e o autocontrole o quanto for possível, pra não demonstrar fraqueza) e qual nossa principal qualidade (culpa dele ou nem mostramos?), mas está sempre perto, nos faz companhia no almoço, nos liga pra pedir conselhos, conta piadas pra melhorar o astral e nos ajuda a escolher o presente do dia das mães. 

Tá certo que isso não é ser amigo de verdade, e que, compará-los aos nossos amigos tradicionais é quase uma ofensa (será?), mas ele, o amigo de ocasião tem lá seu valor, sim senhor. A gente deve dar a essas pessoas que nos servem de suporte um lugar mais especial que de conhecidos ou parte da nossa rede de contatos. O que vocês acham? Não gosto da nomenclatura "contatos" por si só para todos os que não são tão íntimos e seletos. Muitas vezes estão tão mais perto e são responsáveis por nos colocar "pra frente" bem mais ativamente que tanta gente de mais importância no nosso roll de amigos e entes queridos. 

Eu, pra citar apenas um exemplo, tenho em alta conta um ex-colega de trabalho com quem não falo há cerca de cinco anos, e que não vejo há quase 10 anos. Absurdo! Ele foi o cara que me botou pilha pra eu parar de perder tempo na minha vida vendo novela e ficando de papo pro ar após o horário comercial e corresse pra faculdade, pra cuidar do meu futuro profissional e parar de esperar pelas boas condições, mas criá-las. Tem outro nome pra isso que não seja amigo? Acho difícil encontrar e assim o considero. Muita gente de quem eu esperava receber esse empurrão viu apenas as pedras que eu teria no caminho: "é caro estudar", "será que você vai dar conta?", "trabalhar e estudar não é fácil, vvocê vai ver?" e etc. Pena que perdemos contato e nem sei mais por onde ele anda passados tantos anos e tantas mudanças na vida profissional e pessoal, principalmente... 

Quantos amigos assim você tem, hein? 

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