Don't worry, be happy



Esse post é daqueles que não espero muitos leitores, comentários, nem e-mail dizendo isso ou aquilo. É extenso, até cansativo...

Uma coisa que não aguento é reclamação! Aiaiaiaiai! Parece coisa de criança pirracenta (que não suporto!), adolescente mal resolvido (para os quais me falta paciência) ou gente ranzinza (que só suporto por muito amor e respeito, ou por obrigação). Esses seres que muito reclamam são os não conseguem solução para nada e acham que reclamando vão conseguir. E sabe o que conseguem esses tipos? Estressar todos à sua volta, afastar quem gosta e estar caminhando a passos apressados para ter mais motivos de que reclamar (já diz um provérbio que “um abismo atrai outro abismo”).

Não aguento esse mau hábito de reclamar que os outros têm, mas sou capaz de suportar por educação (e por um tempo determinado!), mas quando eu que fico assim... Ah! Tenho vontade de me esconder, fugir, mudar tudo. Porque não me suporto! Porque não combina nem um pouquinho com minha liberdade e desapego reclamar e remoer coisas que não saíram como eu queria (e que eu nem sei mesmo se queria tanto assim).

Poxa, o nosso tempo é escasso! Precisamos ser seletivos, se você está perto de quem está de mal com tudo e todos você está perdendo horas preciosas do seu dia. Horas que você poderia investir para ler um bom livro, assistir àqueles filmes que estão na sua lista, se exercitar, conhecer gente interessante, aprender a velejar, praticar balonismo, descobrir trilhas lindas pelas montanhas de Minas, tomar muitos banhos de cachoeira, e por aí vai. A lista de coisas boas a fazer (e que a gente precisa criar tempo) é tão grande que muito me espanta perder tempo nessa vida!

E se a gente é que se faz perder tempo com o que não dá em nada, e ainda fica reclamando é hora de parar. De pensar. De fazer diferente. De trocar de direção. Mudar o passo. Se adestrar para o que realmente importa. “Tudo vale a pena se a alma não é pequena” é coisa de quem gosta de sofrer.


Tem de valer o bem viver, o amar, o ser amado, o diálogo, os sorrisos, a diversão, o prazer, as músicas que fazem o coração acelerar ou, enfim, se acalmar. Tem de valer o agrado, o investimento de tempo, de sentimento, a beleza das flores e o sabor dos frutos. Tem de ser gostoso o se importar, o ser cuidado, ficar em silêncio por horas, se entender pelo ritmo da respiração, pelo tom de voz ou pela olhar, e não a pena. Pena é punição é castigo. Pena é padecer, sofrer, sentir dor, experimentar aflição.

Tá certo que em tudo na vida existem pontos positivos e negativos, coisas boas e coisas ruins, mas o saldo tem de ser positivo, ora bolas. Minha alegria e liberdade não combinam com sofrimento. E melancolia, eu só me permito por alguns minutos. Se algo na sua vida não tem saldo positivo, acabe. Desapegue. Largue. Reinvente.

Experimente fazer tudo diferente: se dê a oportunidade de passar um dia inteiro sem reclamações (sem reclamar e bem longe de quem reclama!). Foque no que tem de bom na sua vida e abra seu coração para agradecer. Sei que tem dias que os problemas são tão gigantes que quase nos ofuscam a visão das coisas que são positivas em nossa caminhada, mas mesmo nesses dias, concentre-se em admirar as coisas agradáveis. Nem vai precisar se esforçar muito pra encontrar alguma coisa boa e que te faz bem e, então, só agradeça. Agradeça e faça o seu melhor nas situações de adversidade. Uma hora as coisas se ajeitam. Não podemos nos perder na caminhada por causa de coisas que não saíram do jeito que a gente queria, ou porque alguém nos maltratou, ou pior, porque a gente se sabotou. Siga em frente.



E não vale só “seguir em frente” (como se isso fosse “só”!). É preciso se desfazer do peso, da dor, da mágoa, do ressentimento (mesmo que momentâneo), da ira, da vontade de dizer verdades desnecessárias (mas que no momento a gente acha que são), da busca por respostas que não vão mudar o nosso mundo. Só fica livre de fato quem não carrega mochila de coisinhas a perdoar. E se perdoar (que é mais difícil do que perdoar o outro e que é sempre mais difícil quando a gente é perfeccionista).

Sabe que o faz diferença em tudo? Acreditar! E eu acredito que tudo vai ser diferente. E bem melhor. Porque o tanto de felicidade e capacidade que eu tenho é muito maior que coisinhas. E porque eu posso fazer isso!

Viver é ser livre! E eu sou!

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