Porto Seguro


Sou do tipo que quando muito feliz, se debulha em lágrimas com facilidade. Várias melodias e os momentos em que estou agradecendo a Deus o tanto a mais do que pedi que tenho, e que sou, também me emociono. Meu filho brinca que eu dou gargalhada chorando "Mamãe você sabia que chorar é diferente de rir, você não pode fazer as duas coisas junto". Daí explico a ele que o melhor choro é esse, o de alegria.

Quando as lágrimas são de dor, de frustração ou vontade de sumir, deixo escondidas. Fica o peito apertado e o nó trancando a garganta até poder estar sozinha, em casa, em meu porto seguro.

E sabe, logo não sei mais se estou soltando toda represa que fechei durante tanto tempo, entre as obrigações e correria, ou se estou é chorando de alegria por ter quem com tanto amor me embale mesmo sem entender e nem saber direito o porquê, me dando colo, ficando em silêncio, fazendo cafuné e me contando o quanto eu dou orgulho, e que eu não preciso demorar tanto pra me abrir.

Amor é esse cuidado. Calado. Sem reservas. 

E aí me fortaleço, me renovo e me refaço. Tenho a certeza de que nem essa terrível dor de garganta (em semana de agenda cheia e apresentação de canto) e nenhuma palavra dura vão me tirar do prumo, nem a leveza, nem a graça e nem o que sou.   

Só me resta agradecer tudo!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Corte do cabelo da Priscila Fantin passo-a-passo

Ain't Got No / I Got Life

Sobre mentiras e verdades