quinta-feira, 16 de maio de 2013

Religião não se discute?



Religião não se discute? Acho que o que não se discute é a fé de cada um. 

Eu sou cristã, pauto-me por seguir os ensinamentos de Cristo e não gosto de rotular evangélicos ou católicos, porque no final das contas, o mandamento que as duas religiões se propõem a seguir é o mesmo: a Bíblia Sagrada, com diferenças de interpretação tão mesquinhas que não deve compensar a briga toda. Sobre os Espíritas, Mulçumanos, Budistas, Ateístas, Agnósticos e demais religiões, eu não posso dizer mais do que sei de pessoas com as quais convivo, e que, são pessoas maravilhosas. Isso me diz que caráter, gentileza, humanidade e decência independem da fé, dependem de cada pessoa mesmo. Ora, pessoas são boas quando querem e péssimas quando optam pelo lado negro.

Voltando ao Cristianismo: pessoas cometem atrocidades em nome da fé? Não concordo! Pessoas cometem atrocidades usando-se da fé de outras pessoas nelas, não da fé que elas têm em Deus. Porque Deus não é Deus de confusão. Jesus é a luz. E aqueles que O seguem vivem na luz.

Pessoas manipulam outras pessoas que são menos esclarecidas, estão mais carentes, ou têm algum sentimento de inferioridade ou necessidade, mesmo que momentânea. E como muitas pessoas não têm vontade de ler a Bíblia e estudá-la, de procurar ter um relacionamento de busca do conhecimento de quem é o Deus que eles dizem acreditar aparecem pessoas que dizem conhecer demais a pessoa de Deus e escutar a voz dEle todo dia dando ordens a respeito dessas pessoas que não O estudam nem O conhecem. O resultado disso? Exploração. Abusos. E toda sorte de coisas ruins.

Não sou a maior conhecedora de Deus, mas bastante persistente em conhecê-lo através do que Ele nos deixou como base para conhecê-lo: Sua palavra (a Bíblia) e através de experiências pessoais. Experiências pessoais têm esse nome porque são pessoais, eu posso até contá-las para reforçar sua fé em Deus, através do cuidado que eu acredito que Ele tem com a minha vida, mas cada pessoa precisa buscar suas próprias experiências de fé. “A fé vem pelo ouvir, e pelo ouvir a palavra de Deus”.

Revolta-me ver pessoas que se dizem desta ou daquela religião cometendo crimes e dizendo que fez porque Deus mandou. E pior que isso, encontrando muitos que os defendem e dizem que se foi Deus que mandou ele tinha de fazer. Está certo que ninguém é perfeito. Eu também não sou. E mesmo tendo a minha fé podem acontecer deslizes, erros, atitudes que são pecado aos olhos de Deus e do próximo. Mas jamais poderei dizer que Deus me mandou errar ou maltratar alguém. 

Deus não manda ninguém errar! Ele é a própria verdade, justiça, perfeição e amor. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

SMS WhatsApp e etc


SMS, WhatsApp, Messenger, Email, Gtalk, Facebook, Twitter, Skype, telefonemas… Em tempos digitais, nunca foi tão fácil mostrar que a gente se importa pra gente que importa pra gente. É muito fácil dizer que sente saudade, contar as notícias do dia, jogar conversa fora, só dizer “Oi!” ou “Bom dia!”.

Tenho amigos que me “incomodam” com carinho até altas horas da madrugada. Já deixo o celular no toque “silencioso” à noite, que é pra não acordar a casa toda com aquele passarinho. Eu adoro esse carinho! São amigos tão queridos e amigas fofas que se lembraram de alguma coisa que tinham a dizer e dizem a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada não deixam de chamar. Durante o dia a correria pode nos afastar, mas estamos sempre conectados, nem que seja só pra lembrar que lembramos um do outro. A distância não existe: Ciely e Kell moram no Rio, Jú do outro lado do oceano, Lu em Sampa, Rosi em Santa Catarina, Ricardinho e Jônatas no bairro vizinho, e por aí vai. Não existem limites nesse novo mundo. A gente pode se falar sempre.

Aí você encontra com gente que diz estar morrendo de saudade, mas nunca demonstra. Que você está sumida, mas até curte suas publicações. Ou seja, sabe muito bem como te encontrar eletronicamente e não o faz porque não quer. Ou é avessa à comunicação digital e só dá atenção ao quem está ao alcance das mãos, como meu marido, a família dele mora a três mil quilômetros da nossa casa e ele se permite poucos telefonemas ou mensagens, diz que fazem é aumentar a saudade, então só usa mesmo para ter notícias. Mas mesmo assim, vez ou outra usa.

Hoje, não precisamos enviar uma carta pelo correio e esperar demoradamente que ela chegue, não precisamos procurar o endereço novo, não precisamos enviar sinal de fumaça, não precisamos fazer nada que apresente certo grau de dificuldade para conseguirmos nos comunicar, porque os meios de comunicação estão a apenas um toque dos dedos, fáceis, rápidos, disponíveis. E mesmo assim distância ou o tempo ainda separa? É porque a presença nunca existiu, ou até existiu, mas se foi como o vento, passou com o tempo.

Muita gente usa o tempo como desculpa pra tudo, ou a falta dele, ou que ele, sim, ele faz a gente se afastar, esquecer, mudar... Sim. O tempo pode fazer isso e a falta do tempo também pode. Mas só faz isso quando o que existia entre essas pessoas era só coisa de momento ou falta de opção, que eram passageiras... Aí você enjoa delas e afasta o prato como quem não quer mais aquela pessoa na sua vida e pronto.

Aí dói! Dói porque tudo tem dois lados, ou melhor, quatro lados. Tem o meu lado e o seu. E tem ainda o que eu penso que você pensa e sente e, o que você pensa que eu penso e sinto. Eita vida difícil!


Quando o afastamento é de pessoas que não têm uma ligação muito forte a gente nem sente. Ocorre naturalmente, sem dor, você se desapega naturalmente e a vida segue seu curso. Mas quando são pessoas mais que especiais que se afastam amargamos muita dor. Porque pessoas não são coisas das quais a gente se livra, elas têm o poder de deixar parte delas na gente, de nos irradiar com sorrisos, de nos divertir, de nos encantar, de deixar nosso dia mais animado. Analise você sua vida antes e depois de cada pessoa que passou por você: vai ver que muitos hábitos foram adquiridos por influência delas, que algumas bandas que você nem conhecia passaram a ser suas preferidas, que comidas que não tinha experimentado você até sabe cozinhar... Aí elas somem!

A saudade aperta, aperta... Aí você até demonstra por esses meios fáceis de comunicação que ainda existe, deseja “Bom dia!”, tenta não entender que ela não está nem aí pra você, se faz de boba pra tentar puxar assunto, e nada, não tem resposta, não adianta de nada (nem pedir notícias por favor). Você é ignorado. E é frustrante. A gente fica como cachorro sem dono, perdido em meio à mudança, zonza.

O jeito é parar de importunar. Continuar pedindo a Deus que essas pessoas queridas sigam felizes suas caminhadas, sempre. E guardar lá na caixinha de recordações da nossa mente (que criativa, continua procurando razões pra isso, e respostas que nunca virão) só o tempo em que dava certo, que era bom, em que os minutos e as horas se falando não eram o bastante, porque apesar de pra você ainda não ser, para ela, já foi.

E o tempo, ele não apaga o que é de verdade. 

E a saudade? Ah! Dizem que um dia a gente deixa de sentir e ficam só doces lembranças. Tomara!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Felicidade é assim



Tive consulta com ginecologista esses dias, e apesar de ser consulta chatinha (não é mesmo, mulheres?) sempre volto de lá melhor do que fui. Vou explicar. Acompanha-me desde a gravidez do mais velho. São quase sete anos, então, afinidades se revelam, e quando o “santo bate”, se torna mais que uma simples consulta médica. É troca de confiança, entende? Parece papo de comadre. O que gosto é que ela é como eu: transparente demais. Amem-nos ou nos odeiem, pois falamos o que achamos e se não quer ouvir, não dê liberdade, ok?

Um dia contei de uma conversa em que ela brigou comigo por ter ganhado mais peso que deveria na gravidez e uma amiga disse pra eu trocar de médico, que era grosseria dela. Mas não era não, era sinceridade, era um fato. Engordei muito na gravidez do caçula, e quando ele estava com quase um ano eu ainda estava parecendo essas mulheres fruta (graças a Deus pela genética da vó Manuela que herdei, os quilos a mais vão direto para coxas e bumbum que o marido amava, mas eu não, porque a gente perde a liberdade de usar a roupa que quiser, pois quase tudo fica vulgar).

Há algum tempo atrás, o puxão de orelha foi outro. Eu tinha perdido o ar menininha de antes da maternidade (que bom!), ficado mais mulherão (bom demais!), progredi na carreira (oba!), mas faltava cuidar de mim. Apesar de ter emagrecido, estava sedentária e com cara de quem carrega o mundo nas costas. E era verdade! Eu não fazia nadinha que fosse unicamente meu. Todas as horas do meu dia eram para filhos, trabalho, marido e casa.


Eu me desdobrava para, pessoalmente, levar e buscar os meninos da escola. Acordava mais cedo, preparava tudo e ainda aguentava as comuns lágrimas de despedida, que me cortavam o coração e me faziam demorar um tempinho para voltar ao normal. Quem é mãe sabe: se é a mãe que leva fazem aquele charminho, depois que a gente vai embora, se voltarmos em 5 minutos os veremos brincando e se divertindo numa boa, mas na despedida, fazem aquele drama, e isso despedaça o coração das mamães. Nos deixa menos produtivas e nos faz sentir culpadas de abandono, mesmo não sendo.  Foi ela, minha médica, que me disse que já passara da hora de arrumar van ou motorista para levá-los para escola e que assim eu teria mais tempo livre, tempo pra cuidar da minha vida pessoal. No começo foi assim: mais velho adorou, se sentiu independente. Mais novo ficou carente, dramático e chorão. Reclamava que queria que eu o levasse e buscasse. No início, fiz algumas exceções, e aos poucos fui deixando de ir. Agora só vou buscá-los em dia de reunião ou quando estou de folga. É momento de surpresa, de sair da rotina. Uma obrigação a menos! E tempinho a mais para minhas coisas.

Aos poucos a gente vai soltando. Necessário. Quero filhos independentes e cheios de autoconfiança. E isso deve começar na infância. Vou dosando carinho e independência, para que não se sintam largados e carentes, que apreciem as mudanças. Que não são porque eu não quero ou não posso, mas sim para que eles sejam mais fortes e aprendam a se virar.

Essa última consulta foi só de elogios! Minha saúde está perfeita - graças a Deus! Estou com cara cheia de vida e tals - rrrssss. “Percebe-se que você está dando conta de tudo e está feliz! Radiante!”.

Felicidade é assim: dá mais formosura para nosso rosto (mesmo!). É bíblico isso! A pele fica melhor, a gente se sente plena, vem de dentro pra fora e irradia. Todo mundo percebe! Por isso não sou neurótica com coisas relacionadas a estética, beleza. Gosto de me cuidar, mas acho que o principal é cuidar da alma, organizar a vida e aceitar aquelas coisas que não dependem da gente.

Aí, eu até aproveitei para falar de cirurgia. Nunca tinha pensado em fazer ligadura de trompas, mas talvez seja a hora de ficar livre do anticoncepcional e seus efeitos colaterais, já que a certeza de que não quero outro filho é real desde o nascimento do caçula (marido tá enrolando para realizar a prometida vasectomia, pois na verdade ele, nada secretamente, deseja mais um filho e sonha em conseguir me convencer - em vão). Minha única dúvida é realizar a cirurgia, não gosto de ficar dependente de nada nem de ninguém e, durante a cirurgia, e após ela, ficamos muito frágeis. Então, estou pensando...

O que vocês acham dessa cirurgia?

Beijinhos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Renúncias



Nosso futuro, em variadas situações, é determinado mais por nossas renúncias que nossas escolhas. Renúncia também é escolha, mas um tipo diferente e que é mais difícil do que só escolher entre "a" e "b", escolher "a" para não mais poder ter x coisas. Eu escolhi renunciar muitas coisas quando decidi parar com anticoncepcional (eu, porque pelo marido eu já teria parado bem antes) e gerar essas duas criaturinhas lindas, que são meus filhos. Faz parte.

Tem dias que ainda dói não poder ser inconsequente (quando menina eu queria ser adulta e hoje tenho uma vontade de ser adolescente!), precisar programar as saídas para festas, não poder fazer quase nada que saia do planejado para o dia... É como diz a autora do livro que virou filme Comer, Rezar, Amar: "Ter filho é como ter uma tatuagem na testa", você está marcado por essa escolha para sempre, suas obrigações e privações são para a vida toda ou pelo menos até que você os crie, e então, sejam independentes. Mas não é o fim da vida!

Eu e marido revezamos muito nas saídas, porque alguém precisa ficar com os meninos, e poucas são as ocasiões em que conseguimos uma babá de confiança, e nem todo lugar é apropriado para a idade deles. Renunciamos a muitas vontades, agradecemos convites, abrimos mão, mas sempre damos um jeitinho de conseguir sair de vez em quando, né? Aí me criticam porque eu “deixo” meu marido sair à noite com amigos, e ainda mais a ele, porque eu saio sem ele. Dureza! 

Não existe isso de deixar. Cada um faz suas próprias escolhas. Não é preciso permissão, e sim acordo. Porque dividimos a casa, a vida, os filhos, mas deixar é comportamento de pai com filho pequeno, e só.

As pessoas precisam parar de pensar que para agir corretamente um com o outro é preciso estar grudado nele o tempo todo. Não precisa! Aliás, existiria maior traição do que a de estar junto o tempo todo e com a cabeça em outro lugar? Ou culpando o outro pela privação de momentos divertidos por causa de obrigações? Oh, não estou levantando bandeira para libertinagem: sair para se divertir com amigos não é necessariamente isso. Isso depende da atitude e do comprometimento de cada um. Tem uma frase que vi dia desses no Facebook com a qual concordo “Adão pecou no paraíso e Jesus venceu a tentação no deserto. Não é onde ou com quem você está que determina o seu comportamento, é você”. Claro que não temos a santidade de Jesus e estamos bem mais para Adão - quando somos influenciados por Cristo passamos a ser aperfeiçoados por Ele e nEle a cada dia que decidimos ser como Ele, mas não chegamos a esse ponto, e acho que nunca chegarei, então cada um conhece bem o seu limite e trate de fugir da aparência do mal, daquilo que considera que não poderá resistir, mas deixar de sair sozinho porque é casado eu acho uma idiotice!

Semana passada, no sábado, foi assim: de manhã marido saiu com amigos e eu cuidando da casa e dos meninos, à noite eu saí e ele ficou com os pequenos. Algo de errado? Não! Só na cabeça de gente maldosa! É tão bom reforçar nossos laços de amizade e espairecer depois de uma cansativa semana de trabalho e obrigações! 

Minha mãe puxou orelha, disse que tínhamos de sair é com os meninos, mas saímos, só que no domingo, porque a gente não é de ferro, né?

Se você tem um relacionamento de confiança, isso é normal. Agora se não confia no outro (ou em si mesmo, porque eu sempre acho que quem prende demais o outro tem são problemas de autoestima ou de aprontar demais e achar que o outro também o fará) é hora de trocar de relacionamento, ou mudar seus conceitos sobre o que é um relacionamento.


Amar, estar junto, seja namorando, casado ou mesmo em relacionamentos de amizade não pode ser movido por sentimento de posse. Aprendi bem cedo com meu avô que a gente deixa livre quem ama, pra ir pra voltar, que se for prisão não é amor. Ele sempre falava disso e referenciava os passarinhos em gaiola – ele abominava deixar os bichinhos presos, assim como qualquer pessoa. E eu também!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cabelo Solto


Cabelo solto

Vento no rosto
O som ligado
Deus do meu lado
A paz no peito 
A estrada é essa 
Vou desse jeito 
Não tenho pressa 

O dia hoje nasceu perfeito 
O céu está aberto
Embora longe
É sempre perto
O céu está aberto
E quando juntos
Dá sempre certo

Marcela Thaís