domingo, 15 de setembro de 2013

Eu só confio em ti

Pai, o mundo me fez mais um convite.
A proposta é boa e a minha carne quer
Eu preciso tanto segurar sua mão
Segura em minha mão também

Pai, se eu estiver andando num caminho
E não enxergar as armadilhas
Vem com sua mão e me arranca de lá

Pai eu não confio em mim
Eu não confio em mim
Pai eu não confio em mim
Eu não confio

Pai, o bem que eu quero eu não faço
Mas o mal que eu não quero eu faço
Eu preciso tanto redobrar atenção
Já dizia o apostolo

Pai, se eu estiver andando num caminho
E não enxergar as armadilhas
Vem com sua mão e me arranca de lá

Pai eu não confio em mim
Eu não confio em mim
Pai eu não confio em mim
Eu não confio

Sabe o que eu sei?
Que sozinho eu não vou dar em nada, nada, nada,nada
Sabe o que mais eu sei?
Que o pecado me atrasa
E me tira do rumo do foco das coisas de Deus
E a vida não flui, não flui, não flui, não flui
E a vida não flui, não flui, não flui, não flui

Com você eu sou mais,
Mais que um dia mais,
Com você eu sou exclusivamente um propósito
Com você eu sou
Com você eu vou
Só com você eu sou quem realmente eu vim pra ser

Pai eu só confio em ti
Eu só confio em ti
Pai, pai, eu só confio em ti
Eu só confio em Deus, meu Deus, meu Deus, meus Deus

Só confio em ti

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Faça o bem e dê amor



"Quando algo ruim te acontecer, faça o bem! 
Quando perder a fé e deixar de acreditar nas pessoas, faça o bem! 
Quando não tiver mais forças para lutar e achar que suas chances acabaram...
continue fazendo o bem!
Tudo que você oferece para a vida, ela te retribui da mesma forma!"

Como disse Madre Teresa de Calcutá: 
"As pessoas boas merecem nosso amor, as pessoas ruins precisam dele."

Certo ou Errado?


Não gosto de definir as coisas como certo e errado. Porque tudo tem pontos de vista, tudo tem dois ou vários lados, então é sempre mais prudente analisar por outros prismas, a fim de não se cometer injustiças.

Estávamos em amigos conversando sobre fim de relacionamentos, sobre o que é certo e errado em casos de divórcio. Eis aí um assunto que rende. Alguns de nossos amigos terminaram relacionamento recentemente. Alguns relacionamentos longos e que pareciam inabaláveis. Pareciam. É o que eu sempre digo, apesar de não concordar e ter muita dificuldade em aceitar: nada entre pessoas é inabalável, porque mesmo quando se tem a melhor das intenções, coisas diferentes podem acontecer no meio do caminho ou fora dele.

Considero no meio do caminho o relacionamento do casal e fora do caminho como as interferências externas. É muito comum ouvirmos generalizações, gente dizendo que o carinha largou a namorada para cair na farra e pegação, ou que ela o largou porque apareceu outro sedutor e envolvente. Mas sabe, antes que qualquer coisa ocorra fora do relacionamento, acontecem coisas dentro dele que impulsionam isso.

Como assim?

Eu acho que quase sempre é a busca por algo que falta dentro que leva as pessoas a olharem as outras opções. Porque opções sempre vão existir e ninguém é de ninguém, portanto a decisão de optar por ser fiel é feita porque se está muito satisfeito com o que tem e que não se deseja perder.

Um desses casais que citei no início estava junto há uns sete anos, tudo parecia bem. Num belo dia, ela terminou tudo. Como o baque do rompimento foi visível muita gente ficou detonando a menina, que ela era a culpada, que ela tivera sido precipitada, que ele era um coitado, e por aí vai.

Em relacionamentos, vale aquela frase “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” e de estar com quem está. Ninguém é coitado. Pergunto-me o que ele fez para que os olhos dela não se desviassem dele, o que fez para que ela se sentisse tão feliz que nada a fizesse querer o término? Ou será que ela tentou dialogar? Será que contou que coisas a incomodavam? Talvez na correria do dia-a-dia nenhum dos dois percebeu que o brilho da relação tinha ido. Simples assim. Em minha opinião nos relacionamentos não tem certo nem errado, exceto em casos de agressões físicas e verbais gratuitas, que ninguém é obrigado a tolerar.



Nesse caso não acho que nem ele nem ela estão errados, só que de repente, ela achou melhor estar sozinha do que aparentemente acompanhada. Porque casais que estão juntos mas não tem mais ligação de casal e sim uma rotina que afasta são mesmo uma farsa. As coisas aconteceram e ponto. Relacionamentos se desgastam quando não recebem a devida atenção. É preciso cuidar enquanto existe vontade de estar junto, hoje, todo dia, demonstrar o que se sente, tornar a vida do outro mais agradável ao nosso lado para que ele ou ela nem sintam vontade de se aventurar com as opções que tem lá fora. “Cuide bem do seu amor, seja quem for.” Depois, “não adianta chorar pelo leite derramado”.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Nada pela metade


Trabalho cada dia num canto. Então os horários são loucos. Tem dias que saio muito cedo, alguns em horário comercial “normal”, tem semana inteira que fico fora da cidade, às vezes tenho atividades pra desenvolver de casa, em períodos críticos viro a noite trabalhando e em muitos dias minha programação é transformada de repente. É sempre um malabarismo conseguir fazer todas as coisas que precisam ser feitas e as que quero fazer. 

Tem algo que não consigo fazer direito? Sim. Sou perfeita não. Nunca faltar às aulas de música é uma meta na qual insisto. Fazer atividade física com disciplina é um sonho a alcançar (porque só correr é pouco com o avançar dos anos). E tem outros zilhões de coisas que estão na minha agenda: algumas recebem mais ou menos atenção, mas escolhi priorizar as coisas que não podem ser adiadas. Fazer parte da vida dos meus filhos o máximo, dentro das minhas possibilidades, é a prioridade. Reafirmo que faço o possível, sem abrir mão de coisas que também são básicas na minha vida como trabalhar e sair sem eles de vez em quando, por exemplo. E claro, as "super-mães" e "super-donas-de-casa" fazem fila para me criticar.

Acho que a qualidade do tempo que se passa junto é bem mais importante que a quantidade. Quando estou com eles, eu realmente estou inteira com eles. 

Não fico o dia inteiro no salão curtindo fofocas inúteis, eu cuido da unha quando eles estão dormindo, mas não me nego a ir com meus pequenos jogar bola no campo, sábado de manhã. E é impagável cada sorriso e comemoração que fazem em meio ao suor, bochechas rosadas e gritos de realização, a admiração dos meus assobios. 

Eles amam pintar, brincar com tinta, pintamos juntos, fazemos aquela bagunça e depois dá-lhe banho de mangueira se o dia estiver quente. Se é hora do videogame, estou lá. E deixo a pia cheia de vasilhas pra ser cuidada mais tarde. Se o convite é pra cair na piscina, não importa se acabei de fazer escova no cabelo, me jogo com eles. Estão crescendo tão rápido! A escova eu poderei fazer até na velhice, mas esses momentos são únicos. E essas lembranças vão estar comigo até lá, vivas, completas.

A alegria com que os vejo contar das brincadeiras que a mãe deles participa me renova as forças. Ver o orgulho que têm da mãe que eles respeitam e admiram é como colocar ar mais potente nos meus pulmões.

Não sei mesmo viver metades. O tempo que tenho com eles, é só deles. Doar-me pra quem eu amo me faz um bem! Por isso concordo com algo que nem sei quem disse: “Amar é não se pertencer”, é se doar, é ficar feliz com a felicidade do outro. Indescritível! Divido-me e me reinvento pra curtir o melhor de cada lado da vida. Mas curtir a infância com eles, não posso adiar, é agora.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Páre com os rótulos


A coisa mais maléfica a viver intensa e livremente é a nossa mania de querer rotular e conseguir entender tudo o que nos acontece. E ainda pior, querer prever, planejar, decidir pelo que ainda nem está diante dos nossos olhos, querer saber o que tem no futuro. Temos a idiota mania de ficar buscando respostas lógicas para coisas que sentimos e queremos. E isso é uma bobagem. Perde-se tempo, vai-se a essência, a pureza e a intensidade do que se sente enquanto se apela para a razão.

Melhor é curtir o caminhar, saborear tudo. Pare de ficar perguntando aos outros e a si mesmo: o que é, porque é, onde é que vai dar e de ficar planejando tudo. Apenas vá, seja você e sinta, não invente meios de estragar tudo. Apenas faça sempre o melhor que puder e segundo sua vontade. Pare de ficar falando demais, causando confusão nos outros e em si. Seja mais ação que falação, que análise, que dúvida.

Algumas coisas não tem mesmo explicação, outras se você conseguir explicar perderão o sentido e muitas, eu diria que, a maioria das realmente boas, acontece sem o menor planejamento, de repente. Só deixe rolar... O que é definido demais se torna limitado. E o que tem limite acaba fácil.

Se jogue mais na vida e nas oportunidades que se apresentam sem preconceitos e sem ficar olhando para trás ou tentando adivinhar o futuro. O que importa é o presente, e é esse o seu momento. Aproveite!

Pra pensar (autor desconhecido):


“Se você ama pela beleza, não é amor, é atração.
Se você ama pela inteligência, não é amor, é admiração.
Se você ama pelo dinheiro, não é amor, é interesse.
Agora se você ama sem motivo, é amor, pois uma amor verdadeiro não tem explicação.”



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dane-se a perfeição


Sou o tipo de pessoa que recebe bem quaisquer críticas, mas sabe o que ocorre na maioria das vezes? As críticas que recebo são infinitamente menores que as que me faço. Cobro-me muito ser perfeita. Não perfeita no sentido de ser “santa”, porque nesse quesito jamais estarei pronta por mais que siga as instruções deixadas por Jesus em Sua palavra, já que minha natureza é pecaminosa. A perfeição que sempre me exigi foi de cada dia ser melhor que no dia anterior, a cada prova tirar nota melhor, a cada música cantada colocar algo a mais na minha interpretação e por aí vai. Porque como sempre me lembrava minha vó: "beleza não é tudo", e o fato de ter um rostinho bonito sempre foi razão maior pra ter outras qualidades e conquistas, senão seria vazia.

Passei a infância e adolescência entregando os trabalhos mais bem feitos, não importando, que para isso eu e meu grupo (que foi o mesmo por 08 anos!) passássemos todo o final de semana concentrados. Eu estudava para provas madrugada adentro e refazia todas as questões até que estivesse segura o bastante para não tirar nota inferior a 9,5, e só pensar que isso pudesse acontecer quase me enlouquecia e o menor décimo perdido era motivo de ter vontade de bater a cabeça na parede. Se eu adoecia, mesmo com febre teimava em ir à aula, porque temia perder matéria e ficar atrasada. A matéria que passei “pendurada” pelas faltas foi Educação Física, salva pela alternativa de jogar xadrez ou escrever sobre atividades esportivas, porque eu fugia dos esportes o quanto conseguia (exceto em alguns momentos, como nas turmas 511 e 603, quando tomei gosto por handball e voleibol e o nosso time ganhava todas, e no primeiro ano do Ensino Médio quando fui obrigada a jogar futebol e, pasmem: cheguei a ficar “fominha” de bola por uns meses, até que me machucaram).

Quando comecei a trabalhar, estava no Ensino Médio e minhas cobranças aumentaram porque além de continuar com excelentes notas eu me cobrava não cometer qualquer deslize no trabalho. 

Quanta ignorância a minha! Notas nos estudos e perfeição no trabalho de nada valem se comparados à saúde de quem a gente ama. E perfeição, nós não temos a oferecer, somos obra inacabada, somos seres em construção e em constante aprendizado, o melhor de tudo é viver isso: o caminhar! É no dia a dia que temos as maiores alegrias e no caminhar rumo a nossos objetivos que nossa felicidade reside, não em ficarmos em busca de fazer tudo perfeito.

O que me faz pensar assim hoje? A expressão nos olhos de um colega que não encontra palavras para descrever sua própria luta. Sua esposa está hospitalizada, em coma há quatro meses. A vida dele e das filhas precisa continuar, mas percebe-se que estão se arrastando, se esforçando para não esmorecer e continuar trabalhando, revezando no acompanhamento dela no hospital, tentando viver as outras áreas da vida com certa normalidade.

Somos falhos demais. Somos fracos. Somos mesquinhos. Valorizamos o que não tem valor algum diante do quão frágil é a vida. Corremos atrás do vento. Insistimos em amizades que não tem nada a nos acrescentar. É preciso selecionar melhor para viver melhor e doarmos nosso tempo a quem merece.

Vale todo esforço para alcançar nossos objetivos? Claro! Mas não podemos substituir o tempo que temos para dar atenção aos nossos filhos, pais, amigos de verdade e irmãos por outra especialização ou uma promoção. É preciso equilibrar nossas prioridades. O mais importante é cuidar de gente e da gente. Cuidar e estar com as pessoas que fazem parte da nossa vida. 

Falhamos em não dar a merecida atenção para nós mesmos em nossas limitações, nos cobramos demais. É preciso dar um tempo. Dar um tempo para apenas escutar nossa respiração e a de quem a gente ama, sem pressa, sem hora marcada, sem amanhã. Porque o amanhã não nos pertence!

Há quanto tempo você não fica em silêncio, apenas escutando a respiração de alguém especial para você ou mesmo prestando atenção às batidas do coração que bate em seu peito? Ou olhando para o céu vendo as formas das nuvens se alterarem? Provavelmente, muito.

Aproveite mais as coisas simples. Danem-se a mania de perfeição, os preconceitos e minhas autocríticas. Vamos viver como se não existisse amanhã!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ato de Coragem


Quem me acompanha sabe que minhas paixões são livros, filmes e música. Quem me conhece de pertinho está acostumado com minhas indicações nesses quesitos. Coisa difícil é responder para alguém que me pede para escolher um único filme, livro ou música como preferidos. Escolher um pode significar deixar os outros tantos, tão maravilhosos quanto, como inferiores, e nem sempre o são. Pois em cada aspecto um pode nos marcar mais profundamente.

Um dos filmes que me deixou pensativa nesses últimos anos e, que eu revi várias vezes e ocupa lugar na minha estante é Ato de Coragem. O filme é de 2012, não confundam com Um Ato de Coragem, de 2002, que também é bom, mas nem tanto. Não vou contar o filme aqui, só adianto que em lugar de atores foram colocados em cena militares reais, com armas e táticas reais. A história é ficção e conta uma série de missões originadas após a descoberta de uma agende da CIA infiltrada num cartel narcotráfico. 

Ok. Opções não faltam de filmes com operações militares americanas e são patriotas e políticos. Muitos outros já me tocaram, mas esse teve algo a mais. Não sei se pela história dos familiares dos militares, pela amizade entre eles, pelo envolvimento com o dever e com a honra tão intensos ou pela narrativa. Acho que é todo o conjunto. E para completar, teve esse poema abaixo, de Tecumseh, que é uma lição para a vida.


Viva sua vida de forma que o medo da morte nunca possa entrar em seu coração.
Nunca incomode ninguém por causa de sua religião:
Respeite os outros em seus pontos de vista, e exija que eles respeitem os seus.

Ame sua vida, aperfeiçoe sua vida, embeleze todas as coisas em sua vida.
Busque fazer sua vida longa e de serviços para seu povo.
Prepare uma canção fúnebre nobre para o dia quando você atravessar a grande passagem.
Sempre dê uma palavra ou sinal de saudação quando encontrar ou cruzar com um estranho em um local solitário.
Demonstre respeito a todas as pessoas, mas não se rebaixe a ninguém.
Quando você se levantar de manhã, agradeça pela luz, pela sua vida e força.
Dê graças por seu alimento e pela alegria de viver.
Se você não vir nenhuma razão para dar graças, a falha se encontra em você mesmo.
Não toque a aguardente venenosa que transforma os sábios em tolos e rouba deles suas visões. 
Quando chegar sua hora de morrer, não seja como aqueles cujos corações estão preenchidos de medo da morte,
e que quando a hora deles chega eles choram e rezam por um pouco mais de tempo para viverem suas vidas novamente de uma forma diferente. 
Cante sua canção de morte, e morra como um herói indo para casa.

É. Devemos viver nossa vida crentes de que estamos fazendo o que queremos, e da melhor maneira. Se tem algo que você quer fazer diferente, comece agora. O tempo presente é sua única certeza. E ele não pára, nem volta mais.

Abaixo trailer do filme. Tenham uma segunda-feira muito abençoada!



domingo, 8 de setembro de 2013

Sobre mentiras e verdades


O meu caçula completou cinco anos há pouco tempo. Como está grandinho! Já se sente um rapaz pra certas coisas, como querer namorar, jogar games violentos e conversar “coisa de gente grande”, enquanto para outras faz questão de ainda se dizer meu bebê, faz graça, me derrete fácil com tanto carinho e beijos. Ama estar grudado, abraçado. 

Temos sempre nossos momentos juntos, em que me conta o que fez durante o dia, seja juntinhos em casa ou conectados pela cam, a centenas de quilômetros por conta do meu trabalho. Ele me conta coisas boas e as más que realizou. Ele sabe que será repreendido e que talvez fique de castigo, mas fala tudo. Ensinei assim: “Não importa o que seja, conte a verdade, sempre”. E ele conta com olhos apreensivos: “Mamãe eu bati no Mateus e respondi a tia hoje”.

Sabe por que muita gente mente? Porque muita gente não está preparada para reagir às verdades que pode escutar. Uma criança que tenha uma mãe violenta jamais contará o que fez por medo de uma surra e caso ela tenha uma mãe depressiva e que ameaça se jogar da ponte porque o filho fez algo errado também não contará nada por medo da mãe se machucar. Os adultos são como as crianças, e para se poupar e poupar ao outro, por medo da reação do outro, vão jogando coisinhas para debaixo do tapete. Omitem coisinhas. Cometem erros enormes pra esconder mentiras, e como diz um antigo provérbio: “um abismo puxa outro abismo”. Daí chega um dia que essas coisinhas se tornam uma bomba devastadora, que destrói a tudo que estiver por perto.

A verdade pode doer em quem escuta, pode trazer consequências, mas com certeza faz bem menos estragos que a mentira descoberta, pois não existe nada pior que descobrir algo errado que alguém que consideramos em nossa vida fez pela boca de um terceiro.

Mas tudo tem dois (ou mais) lados. É preciso ser verdadeiro, mas também é preciso saber reagir diante das verdades que escutamos e que nem sempre são o que gostaríamos de ouvir. Precisamos estar sempre prontos para perdoar, para repreender com amor e proteger ao outro. Porque olhe, quem mente e erra também se sente mal, também tem consciência de que fez algo errado e se está contando é porque quer crescer.

É preciso estar pronto para assumir as consequências dos nossos atos desde cedo, e é sorte ter a segurança de saber que temos um porto seguro e de que podemos contar uns com os outros, assim como meu filho tem (e a cada erro sobre o qual conversamos ele melhora a forma de se relacionar com seus coleguinhas e com a professora). Nossa vida não deve ser um campo minado em que a qualquer momento bombas podem explodir. É preciso cuidar das nossas relações no dia a dia com carinho, respeito, companheirismo e, sobretudo, muito amor. Sem reservas, sem medos e sem culpas.

Você sabe escutar a verdade? Você sabe contar a verdade? Pense sobre como são seus relacionamentos e de que campos minados você está cercado. 

Tenha uma semana maravilhosa!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Rotina sem rotina


Sabe rotina sem rotina? Minha vida: o básico é cuidar de mim, dos meus filhos, da casa e ganhar dinheiro para manter tudo isso. Mas de básico, isso não tem nada. Tem momentos que parece que não vou dar conta, mas no final, apesar da mania de perfeitinha que estou deixando de lado, dou. 

Cuidar de mim é fazer as coisas de que eu gosto como cantar, ler muitos livros e contagiar meus filhos com esse hábito gostoso, assistir a filmes, séries e escrever. Na correria é um malabarismo arrumar tempo pra tudo: divertir-me e sair com amigos, estar com meus irmãos e pais, curtir meus sobrinhos e sobrinhas, ir a shows, viajar (a passeio, porque a trabalho já me cansei) e fazer nada de vez em quando é coisa rara. Tenho que estudar para cada projeto novo e fazer pesquisas da pós.

Cuidar do corpo e da saúde é uma luta. De academia, eu desisti, pois meus horários são muito irregulares. O que consigo sempre é uma corridinha e me esforço para ter a alimentação rica em vitaminas e com poucos deslizes. Lambuzo-me de protetor solar (FPS 70) todos os dias e creminhos noturnos já são bem vindos, já que estou quase com a idade de Cristo, Ah! Eu não uso nenhuma máscara assustadora - gosto de dormir linda (e acordar também!).

Muito importante (demais da conta, em bom “mineirês”) é manter a paz na alma e no espírito, falando com Deus todos os dias, não carregando mágoas, amando incondicionalmente quem me conquista (e me esforçando para fazê-lo com todos, pois é mandamento “amar ao próximo como a si mesmo”), perdoando tudo (“Pai perdoa os nossos pecados assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”), sendo livre e deixando os outros livres - carinho e demonstrações de afeto devemos dar sem esperar nada em troca. Por fim, tento dormir mais que 5 horas por noite, coisa de que não sinto falta não, mas há quem diga que fico mais linda e radiante quando durmo até acordar.


Cuidar dos meus filhos inclui dar carinho, educar, alimentar, verificar se tomou banho direito, conversar sobre os recadinhos que a professora deixa na agenda, conferir se estão lanchando e se tem lanche dos preferidos para todos os dias, ajudar no “para casa”, tirar as dúvidas mais inesperadas (como: “Por que é que meu p... muda quando vejo foto de mulher bonita tampando o peito com a mãe, mamãe?” ou “Por que se eu já escrevi isso tudo certo que eu tenho de escrever igual mais três vezes?”), contar histórias antes de dormir, assistir ao mesmo filme centenas de vezes (ainda bem que eu gosto!), entender todos os personagens dos filmes e desenhos, imitar as operações (e as vozes) dos pinguins, lêmures e todos os personagens de todos os filmes e desenhos, cantar as músicas que eles gostam antes de dormir, brincar, dar segurança, verificar se estão cobertos em noites frias, levar ao pediatra, ensinar a falar com Deus, a falar com as pessoas, a conterem a vontade de bater toda vez que contrariados, o ímpeto de jogar longe o controle do PS porque está difícil mudar de fase no jogo, a manter longe dos cabelos as tesourinhas... Ensinar a não depender da opinião de ninguém, a confiarem um no outro, a não dependerem emocionalmente da mãe.

Ser mãe é um presente, mas é complicado. A gente aprende fazendo. E se vez ou outra surgem dúvidas sobre como conduzir nossas próprias vidas, imagine a de um filho? Ter essas duas criaturinhas tão lindas é um presente de Deus que agradeço todo dia! A vida inteira! Transformam-me a cada dia, me fazem melhor, mais forte, mais viva!

Ganhar dinheiro é com trabalho, já que como diz um tio, perdi as duas chances mais certas de ficar rica - nascer rica ou casar com rica e, já que ganhar na loteria é bem difícil, o jeito é trabalhar. Só posso agradecer a Deus a sorte de fazer algo de que gosto, de poder dar vida a projetos que dão certo, e por trabalhar com pessoas competentes e que me inspiram pela paixão que têm por nosso trabalho.



Cuidar da casa é um dilema, porque sou do tipo que gosta de cuidar da própria casa, apesar de ter pouco tempo, trabalhar demais e ter 02 filhos pequenos. Desconfiança? Mania de querer tudo do meu jeito como o Sheldon (TBBT)? Esquisitice minha? Sei lá! Que seja! Ao menos não fui pega pelo susto do aumento dos custos e aperto das regras para manter empregada contratada legalmente (tenho amigas perdendo os cabelos de preocupação).

Enquanto cuido da casa eu aperfeiçoo outros talentos, mas faço o básico. Não vivo para a casa não, a casa que existe pra eu viver nela, ok? Compro todos os potentes produtos de limpeza que são lançados para tornar mais prático e que danifique menos o esmalte das unhas. Com certeza eu gastaria mais energia pra controlar alguém cuidando de tudo que euzinha fazendo. Com o que eu gastaria com empregada me sobra dinheiro pra viajar, comprar sapatos que me encantam e um monte de livros, filmes e minhas séries completas: não me contento em ver só uma vez o que gosto; eu leio um livro por semana - às vezes dois ao mesmo tempo, e acabo de lembrar-me que preciso de mais prateleiras na sala, no quarto... Além disso, eu gosto de cuidar pessoalmente das roupas, da comida e dos meninos (depois explico como resolvo tudo quando estou viajando a trabalho). Meu Isaac diz sempre “Mamãe general. Mamãe general.” e eu nem imagino o porquê disso (rrss). Mas algumas regras são necessárias, né? E eles, apesar de ainda terem cinco e seis aninhos já têm suas tarefas na arrumação.

Em meio a tudo isso, ainda tem minhas crises internas e meus questionamentos esquisitos, às vezes sobram umas olheiras (graças a Deus pela maquiagem!), mas impressionantemente, quando a gente faz o que gosta e está cercado de quem ama, mesmo sobrecarregados, a pele continua viçosa e o bom humor que só tem quem tem seu porto seguro em Deus é notável.

Inconformada com o básico, eu quero sempre mais. Rezo pra ter alguns momentos de solidão, pra escrever e falar sozinha, e em tudo quero balões, fogos de artifício e som de violinos.



Ah! Atendendo aos pedidos do Dani, Thales, Lu, Lucy e outros queridos, estou montando aquele projeto sobre o bom uso do tempo. Aguardem!